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Agricultura familiar movimenta R$ 224 milhões em MS

10 AGO 2016 • POR • 12h51

 

Se o que engorda a criação é o olho do dono, muitos agricultores seguem bem essa premissa em Mato Grosso do Sul. Isso, porque mesmo cautelosos diante da instabilidade econômica do País, a agricultura familiar como um todo mantém um bom ritmo de trabalho e, só na última safra, inje-tou R$ 224.308,00 milhões em crédito rural no Estado, por meio do Pronaf – Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.

Do valor total aplicado pelos 79 municípios sul-mato-grossense, R$ 118 milhões foram para custeio (aquisição de sementes, medicamentos e ração para animais, etc), e R$ 105 milhões investimentos (melhoria direta nas propriedades – recuperação de pastagens, compra de animais ou equipamen-tos, construção ou reforma de armazéns, por exemplo).

Grande parte do recurso captado deve-se a forte aliança entre os pequenos produtores rurais com a Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), instituição responsável pela elaboração dos projetos de crédito rural do Estado.

O diretor-presidente da Agraer, Enelvo Felini, ressalta a importância do Pronaf como sendo um instrumento essencial na expansão das atividades agrícolas e pecuárias, com condições de prazos, juros e carências que caibam no bolso dos produtores rurais.  

“Além da formulação do documento, a Agraer oferece serviços de Ater [Assistência Técnica e Extensão Rural] para os produtores. Tudo para que eles possam aplicar o dinheiro de maneira correta e que traga um saldo positivo na produção. É esse saldo que vai dar renda as famílias rurais e condições para que o financiamento seja honrado no banco, evitando as inadimplências”, afirma.

O balanço definitivo do crédito rural aplicado em Mato Grosso do Sul, safra 2015/2016, só sairá no final deste mês. Mas, pelo que tudo indica, conforme os dados do Banco Central (BCB) – Departa-mento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural e Proagro (Serop), os cinco municípios que lideram o ranking no Estado são: Dourados (R$ 25 milhões), Fátima do Sul (R$ 9 milhões), Itaporã (R$ 8 milhões), Deodápolis (R$ 7,885 milhões) e Ivinhema (R$ 7,750 mi-lhões).