Rio Negro: Caso amoroso teria motivado pancadaria na Câmara
5 AGO 2016 • POR • 12h28
Pedro Romano, praticamente único médico do Hospital de Rio Negro, e filho do prefeito da cidade, Gilson Romano (PMDB), disse que uma rixa antiga deu início à confusão que terminou em pancadaria na Câmara Municipal na terça-feira (2).
Romano, disse que por volta das 20h havia terminado de atender os pacientes no hospital e resolveu ir em casa comer e tomar banho antes de assumir o plantão noturno, e precisou passar na Câmara para pegar a chave da residência com sua madrasta, que assistia a sessão para acompanhar votação de uma emenda.
“Nesse momento entrei na sessão e estava o Hélio Rezende, o mesmo vereador que esteve envolvido, lá atrás, em um caso que meu pai teve com a mulher dele. E ele falava do meu pai, que estava desviando dinheiro. O mesmo discurso de sempre”, contou.
No vídeo é possível perceber que Romano critica o vereador. “Você fala isso porque tomou chifre (...) Você voltou com a tia cara. Pega teu chifre, tua cadeirinha e vai para casa”, dispara. Após essa fala, Evaldo Paes da Silva, ex-vereador na cidade, toma as dores e xinga Pedro. “Você é um babaca”, diz Silva.
Pedro explica que chama a mulher de Rezende de ‘tia’ porque as duas famílias eram amigas até seu pai e a mulher do vereador terem o caso extraconjugal, em 2014, que acabou ganhando repercussão. Após ser ofendido, o médico se exalta e responde a ofensa.
Ele conta que o presidente da Câmara, que filmou a briga, Cleidimar Camargo (PSDB), é pré-candidato a prefeito, adversário político de seu pai, Gilson Romano, também pré-candidato à reeleição, e que toda a situação teria cunho político.
O presidente da Câmara é acusado pelo médico de incitar a violência. “Ao invés de tentar frear ele ficava incentivando a briga”, diz Pedro.
“Esse é o médico que veio para Rio Negro, filho daquele safado que agride as pessoas. Esse é o médico que o Gilson trouxe para nós pagar” (sic), responde Evaldo.
O filho do prefeito explica ainda que está na cidade como médico há cerca de três meses, e que além dele apenas duas médicas cubanas atendem na cidade.
Ainda no vídeo é possível perceber que outras pessoas também participam da pancadaria, mas apenas Evaldo e Pedro prestaram queixa na delegacia, um contra o outro.
