PF desativa ‘celula’ do Estado Islâmico no Brasil
22 JUL 2016 • POR • 12h56
A Polícia Federal fez ontem (21) a Operação Hashtag para prender dez pessoas suspeitas de planejar um atentado terrorista durante a Olimpíada, no Rio de Janeiro.
A operação secreta foi executada pela Divisão Antiterrorismo da Polícia Federal contra o grupo que, até aqui, é considerado a maior ameaça aos Jogos. Além dos mandados para a prisão temporária de dez pessoas, a Justiça Federal em Curitiba emitiu dois mandados de condução coercitiva e 19 de busca e apreensão no Amazonas, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Paraná e no Rio Grande do Sul.
Em contato com a organização, os integrantes comentaram que o Brasil não fazia parte da coalização de países que combate a organização na Síria, mas receberia um número considerável de estrangeiros desses países durante a Olimpíada e começavam a discutir possíveis alvos. Esses três fatores, somados à proximidade do evento, fizeram a Polícia Federal deixar a ação monitorada e ir a campo para prender os envolvidos. A Polícia Federal mantém os nomes e os detalhes do ataque sob sigilo. Há um menor de idade entre eles.
O perfil dos alvos, segundo investigadores da área de inteligência, encaixa-se no grupo que é hoje considerado o de maior risco entre os brasileiros investigados: recém-convertidos ao islamismo, que se frustraram com o tom pacifista das mesquitas brasileiras e partiram, então, para a internet em busca do radicalismo propagandeado pelo Estado Islâmico.
No total, a inteligência brasileira trabalha com 50 alvos. Todos os presos pela PF estavam nessa lista.
