Cubanos deverão deixar o país após as eleições
20 JUL 2016 • POR Rubens Dantas • 13h00
Mais de 2,4 mil profissionais cubanos do programa Mais Médicos, deverão deixar o país após as eleições.
A informação oficial foi repassada ontem (19) pelo Ministério da Saúde. As informações revelam ainda, que o governo cubano aceitou que os profissionais da ilha fiquem no Brasil durante a Olimpíada e as eleições, estendendo por mais quatro meses a permanência dos médicos no país. Além destes, outros profissionais do programa também deverão deixar o Brasil.
O objetivo da prorrogação do prazo de permanência dos médicos no país, no entanto, é garantir que o atendimento não seja afetado durante a Olimpíada, nem no período eleitoral, quando os postos de saúde podem apresentar maior demanda.
Quando o programa foi lançado em 8 de julho de 2013, a previsão inicial era que cada profissional clinicasse nas redes municipais por até três anos. Porém, em abril deste ano, a então presidente Dilma Rousseff estendeu esse prazo por mais três anos, através de medida provisória. A MP tramita no Congresso Nacional para virar lei.
Por sua vez, o governo brasileiro manifestou interesse em continuar com a cooperação, mas, ainda não há uma definição de Cuba quanto à permanência do acordo, nem de como as vagas serão ocupadas depois de novembro.
DURA REALIDADE
Os médicos cubanos vão sem dúvidas, fazer muita falta, pois em sua grande maioria são profissionais extremamente dedicados e humanos. Mas, o que é de se admirar, é o governo brasileiro trazer médicos de fora e não dar melhor condição de nossos estudantes se formarem no seu próprio país.
Diante disso, o que falta na realidade é mais respeito, mais interesse na educação. Em Pedro Juan Caballero, por exemplo, há seis faculdades de Medicina onde estudam mais de 7 mil alunos brasileiros sem oportunidades em seu próprio país. Isto sem contar os que estudam na Bolívia.
Em toda região do Pantanal – que por sua vez é maior que vários países – não há nenhuma faculdade de Medicina. Pior do que isso, não tem um CTI (Centro de Terapia Intensiva) para pacientes da região. Neste sentido, faltam duas coisas: ou amor à pátria, ou falta vergonha na cara mesmo.
