Logo Diário do Estado

Saúde: Coxim contabiliza cinco casos de Leishmaniose

4 SET 2014 • POR Ana Flávia Dorsa • 08h49

A Leishmaniose é mais uma vez motivo de preocupação para os coxinenses, pois este ano já se contabilizam cinco casos da doença em seres humanos infectados na cidade. Devido à infestação do vetor flebotomíneo, transmissor da doença, há mais ou menos três anos atrás a cidade já declarou estado de emergência com a confirmação de oito casos, sendo que na época duas vidas foram ceifadas, porém este ano os casos ainda não tinham sido divulgados pela Secretaria de Saúde, mas conforme o setor de controle de zoonoses e epidemiológico, a equipe está empenhada no trabalho de rua para combater o problema. 
O setor de zoonozes afirma que a doença nos cães da cidade está controlada, pois mesmo sem epidemias o trabalho continua sendo realizado no sentido de prevenir novos casos, mas que zerar os índices é impossível. O problema atual é que os testes rápidos (que identificam se os cães suspeitos estão doentes) não estão sendo realizados, pois os kits enviados pelo Ministério da Saúde via Governo do Estado não chegaram, mas que conforme informação da secretaria estadual após o dia 10 estarão disponíveis.
Estes Kits é que dão base para se fazer um relatório de incidência em cães, se caso o teste for positivo, o material é encaminhado para um laboratório na capital para nova avaliação e posterior confirmação da doença, porém o laboratório só recebe amostra após o primeiro teste ser realizado no município. Como o material não está disponível, a base de dados fica imcompleta.
Portanto não há um inquérito atual, apenas o do ano passado que apontava que 60% dos testes em cães davam negativo e 40% positivo. Conforme a sensibilidade de alguns anos frente ao controle de zoonoses, a veterinária Adriana Haidar acredita que a situação é de muita atenção uma vez que muitos destes testes estão dando resultado positivo para a doença. 
“Este problema é muito sério e precisamos contar com o apoio da população. As pessoas precisam cuidar de seus animais de estimação, adquirir as coleiras, não deixar os cães soltos na rua e limpar os quintais. Esta questão de saúde não depende apenas do poder público, mas de cada cidadão”, ressalta a veterinária. 
De acordo com a responsável pela vigilância epidemiológica, Patrícia Ferreira, a época de frutas e de chuvas que se aproxima é a mais determinante neste processo, pois o acúmulo de matéria orgânica associado à chuva é um ambiente ideal para a proliferação do mosquito transmissor da doença. 
“Geralmente a ação dos mosquitos é no fim da tarde, por isso recomendamos que as pessoas façam o uso de repelentes, adapte telas nas janelas, produtos para espantar mosquito entre outros cuidados.  Também existe uma questão ambiental, pois com o desmatamento e crescimento da cidade, os mosquitos estão aparecendo em maior quantidade” alerta a Adriana. 
Conforme a veterinária, a equipe de zoonose está desde 2010, quando o serviço foi implantado em Coxim, realizando a borrifacão nas residência em 2 ciclos anuais além de eutanásia e serviços da carrocinha.  Para Patrícia este trabalho é de fundamental importância, pois a prevenção realizada agora pela zoonose irá refletir nos próximos seis meses na saúde dos moradores, após o período de incubação da doença.