Logo Diário do Estado

Caso na capital acende alerta sobre perigos da automedicação

15 JUL 2016 • POR Carlos Pires • 12h43

 

Quem nunca tomou um remédio sem prescrição ou pediu opinião a um amigo sobre qual medicamento ingerir em determinadas ocasiões? A automedicação pode trazer consequências mais graves do que se imagina.

Em Campo Grande, por exemplo, o dia 12 de julho se tornou especial para o casal José Carlos Nunzio, de 54 anos e de Paula Renata Nunzio, de 45 anos. 

O filho, Gabriel Nunzio, de apenas 19 anos, havia sofrido 4 paradas cardíacas. O jovem voltada da universidade e estava em um ponto de ônibus, após um treino de futebol, quando sofreu a primeira parada cardíaca. Ele só continua vivo graças a uma enfermeira, que o socorreu no meio da rua. Gabriel fazia uso de medicamento para emagrecer, sem que a família soubesse. Gabriel está em coma, mesmo assim a família está confiante na recuperação do rapaz.

Desta forma, médicos, farmacêuticos e nutricionistas alertam que é cada vez mais recorrente os casos de jovens que se auto medicam buscando melhorar forma física sem os cuidados necessários. Os profissionais que atuam em Coxim, consultados pelo Diário do Estado, ressaltam de forma unânime que a medicação por conta própria é um dos exemplos de uso indevido de remédios, considerado um problema de saúde pública no Brasil e no mundo. 

O uso de medicamentos de forma incorreta pode acarretar sérios problemas de saúde. Se o remédio for antibiótico, a atenção deve ser sempre redobrada. O uso abusivo destes produtos pode facilitar o aumento da resistência de micro-organismos, o que compromete a eficácia de qualquer tratamento. 

Outra preocupação em relação ao uso dos remédios, refere-se à combinação inadequada. Neste caso, o uso de um medicamento pode anular ou potencializar o efeito do outro.

Quando se fala em automedicação para o emagrecimento, o perigo se torna ainda mais evidente. O consumo a longo prazo desse tipo de medicamento gera deficiências no organismo, que podem ser desde a perda de músculos, até doenças cardíacas e dificuldades respiratórias.

Segundo dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (SINTOX), os medicamentos são responsáveis por 28% de todas as notificações de intoxicação. Vale lembrar ainda, que o uso de remédios de maneira incorreta ou irracional pode trazer, ainda, consequências bem mais sérias, como: reações alérgicas, dependência e até a morte.