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FBI: Marin teria recebido US$ 6 milhões de propina

6 JUL 2016 • POR GE • 12h51

 

Um grupo de 11 dirigentes de futebol da América do Sul recebeu US$ 40 milhões em propinas em 2013 pagas por uma empresa de marketing esportivo, revelam documentos do FBI (a polícia federal americana). 

A investigação americana aponta que “o presidente da confederação brasileira de futebol” recebeu US$ 6 milhões. O cargo na época era ocupado por José Maria Marin.

Marin presidiu a CBF entre março de 2012 e abril de 2015. Um mês depois foi preso na Suíça, acusado de receber suborno em contratos da Conmebol e da CBF.

Em novembro do ano passado foi extraditado aos EUA, onde está em prisão domiciliar enquanto aguarda julgamento. A defesa de Marin afirma desconhecer os papéis do FBI e diz não haver evidências que sustentem as acusações. O cartola se declara inocente e não pretende colaborar com a Justiça americana.

Os documentos fazem parte do pedido feito pelos EUA ao Paraguai para extraditar Nicolas Leoz. Presidente da Conmebol entre 1986 e 2013, o cartola paraguaio de 87 anos está em prisão domiciliar há um ano, acusado de fraude, extorsão e lavagem de dinheiro, entre outros crimes. 

O pedido de extradição foi feito há um ano, mas ainda não tem data para ser julgado - os advogados de Leoz apresentaram recursos que atrasaram o andamento do processo.

Com data de 9 de julho de 2015, o documento detalha como uma empresa chamada Datisa subornou cartolas sul-americanos para obter os direitos comerciais e de transmissão de quatro edições da Copa América: 2015, 2016, 2019 e 2023. 

Onze cartolas sul-americanos dividiram US$ 40 milhões em propinas: US$ 20 milhões quando da constituição da empresa e outros US$ 20 milhões relativos à Copa América do Chile em 2015.

O “esquema da Copa América” é apenas um dos que sustentam o caso do governo dos Estados Unidos contra dirigentes e empresários que ficou conhecido como “Fifagate”. 

De acordo com investigações e delações, entre 1991 e 2015 houve pagamento sistemático de propinas e subornos para dirigentes da América do Sul e da América Central em vários contratos - o da Copa América é só um deles.