Servidores estaduais milionários terão de explicar patrimônio para escapar da cadeia
17 JUN 2016 • POR Midia Max • 12h18
Pelo menos quatro servidores públicos estaduais não têm do que reclamar em relação aos ganhos durante o governo de André Puccinelli (PMDB). Agora, estão implicados na investigação de suposto esquema de corrupção e terão de provar a origem do patrimônio milionário acumulado para escaparem da cadeia.
O problema é que a Polícia Federal já tem acesso aos dados bancários e fiscais deles desde muito antes dos supostos desvios.
Os registros e documentos dificultam muito qualquer manobra para maquiar ou lastrear ganhos incompatíveis com a renda honesta deles.
Terrenos nos loteamentos mais luxuosos de Campo Grande, carros de luxo, apartamentos caro, fazendas milionárias e joias são as principais posses dos servidores presos no desdobramento da Operação Lama Asfáltica, deflagrada neste mês com o nome de Operação Fazendas de Lama.
Além dos empresários, surgiram também os nomes dos servidores Maria Wilma Casanova, ex-diretora-presidente da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), André Luiz Cance, ex- secretário Adjunto da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), Wilson Roberto Mariano de Oliveira, fiscal da Agesul e Helio Yudi Komiama, ex-gerente de obras viárias da Agesul que, longe de serem meros ‘laranjas’, teriam se beneficiado do esquema de desvio de dinheiro de obras.
Juntos, eles somam um patrimônio milionário e têm em comum terrenos nos mais diversos condomínios de luxo da Capital. De acordo com um dos relatórios da operação a lista de bens pode ajudar na configuração do crime de lavagem de dinheiro e recebimento de propina para o favorecimento do desvio de recursos públicos.
