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Desvio de vacinas H1N1 vira caso de polícia na capital

10 JUN 2016 • POR • 12h52

 

O delegado Fabiano Goes Nagata, da 1ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, afirmou que vai ouvir as pessoas que estão na lista mostrada pelo jornalista Carlos Roberto Pereira, 45 anos, para saber quem está falando a verdade a respeito do suposto desvio de vacinas dentro do gabinete do Prefeito Alcides Bernal (PP), no dia 18 de maio desse ano.

A investigação apura suposta vacinação ilegal de pessoas dentro da Prefeitura Municipal.

"Foi aberto o inquérito para apurar os fatos. Não posso afirmar se teve o desvio pelo fato de não ter ouvido ainda as pessoas. Se não for verdade, o jornalista pode responder por calúnia e falsa informação, mas se for verdade os funcionários podem responder por peculato, que é quando um funcionário público se apropria de bens ou valor de posse", disse o delegado.

Na lista são 35 funcionários, esposas, filhos, assessores técnicos, jurídicos e de imprensa, vereadores, fotógrafos, auxiliares de gabinete e filhos de ex-vereadores, além do próprio prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP).

"Não posso revelar quem serão os primeiros a prestar esclarecimentos na próxima semana. Ouvi o jornalista e agora vou ouvir as pessoas relacionadas na lista. Eles estão sendo intimados e provavelmente na terça-feira (14), devem comparecer", informa o delegado.

Carlos registrou um boletim de ocorrência por peculato na última sexta-feira (3), após não conseguir encontrar vacina contra a influenza na Capital. Ele precisa imunizar a sobrinha T.M.S., 22 anos, que está com câncer e necessita tomar com urgência a vacina contra o vírus H1N1 para começar a fazer a quimioterapia. Ele alega que procurou a vacina no posto de saúde da Rua Rui Barbosa e foi informado que não havia a medicação. 

"Carlos explicou que estava indignado devido à falta da vacina e que tem uma sobrinha aguardando para tomar a dose e poder fazer a quimioterapia. Depois, disse que uma pessoa havia revelado a ele que os funcionários tomaram a vacina e não participam do grupo de risco. Não foi revelado o nome da pessoa que disse isso a ele", disse Nagata.