Trabalhadores dos Correios de Coxim aderem a paralização nacional
28 ABR 2016 • POR Carlos Pires • 11h53
Reivindicando seus direitos, melhores condições de trabalho e por um correio púbico com mais qualidade, trabalhadores da Agência dos Correios de Coxim aderiram ontem (27), à mobilização nacional com intuito de chamar atenção da Empresa Brasileira de Correio e Telégrafos (ECT) e do Governo Federal por melhorias para a categoria.
De acordo com a classe, faltam operadores de triagem o que tem ocasionado com que mercadorias ou correspondências sofram atrasos nas entregas, pois sem efetivo suficiente nos centros de distribuição, os carteiros não tem como executar com mais rapidez a seleção das cartas e encomendas.
A categoria defende ainda, a realização imediata de concurso público que não acontece desde 2011. Os trabalhadores reivindicam melhorias no sistema de informática das agências para melhor atender os clientes, uma vez que o sistema atual é ultrapassado, trava constantemente, e que tem gerado reclamações e irritação por parte população que precisa esperar mais de 30 minutos por atendimento.
Outro problema comum na agência de Coxim é com as entregas de malotes no período da tarde pelo motociclistas. Segundo os trabalhadores, foi solicitado junto à ECT mais um veículo para realizar as entregas de malotes, mas até o momento a agência local não recebeu o carro, o que tem ocasionado atraso na seleção e entrega de correspondências e mercadorias. Segundo os funcionários, a entrega de malotes com motos deveria acontecer apenas no período matutino, e à tarde, a entrega deveria ser feita com o carro. Os motociclistas cobram também, a volta do adicional de risco, uma vez que o benefício foi cortado pela empresa.
Os trabalhadores reclamam também do constante assédio moral por parte da empresa, pois segundo a categoria, um funcionário apenas precisa executar o trabalho de três pessoas ao mesmo tempo, e para dar conta do serviço, a empresa tem pressionado os trabalhadores para agilizar o serviço mesmo sabendo do déficit do efetivo nas agências.
Os funcionários de Coxim aproveitaram para cobrar do poder público municipal, pela urgência na sinalização horizontal e vertical das vias, principalmente com o nome das ruas, uma vez que o mapa com os logradouros da cidade está completamente desatualizado e tem causado muita demora nas entregas. Os trabalhadores informaram a reportagem do Diário do Estado, que a empresa até disponibiliza engenheiros e pessoal para confeccionar as plaquinhas, mas precisa da contrapartida do poder público para realizar o serviço.
Outra reivindicação da classe, é para que a população ajude na colocação de numeração nas residências, pois sua ausência tem gerado transtornos aos carteiros. Há também o problema com animais como os cães, que dificultam o acesso dos carteiros nas residências, onde muitas vezes os mesmos chegam a atacar os trabalhadores. Os carteiros pedem à população em geral que possui animais em casa, para que contenham os mesmo na hora da entrega.
Mesmo com a paralisação, a agência de Coxim manteve a operação padrão com apenas 30% dos funcionários no atendimento ao público durante o dia. O mesmo procedimento foi adotado também na entrega de correspondências e encomendas.
