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1° Feira do Agronegócio traz palestrante renomado para falar sobre o mercado da soja

27 AGO 2014 • POR Ana Flávia Dorsa • 08h10

Para abrir os trabalhos da 1° Feira do Agronegócio, o Sindicato Rural de Coxim, com a parceria da Aprosoja (Associação de Produtores de Soja e Milho), trouxe um palestrante com vasta experiência de mercado para falar das perspectivas da safra brasileira de grãos, assim como a tendência dos mercados agrícolas mundiais. Liones Severo foi o escolhido para trazer esse conhecimento diante dos seus 50 anos de mercado, trabalhos realizados por cerca de 10 anos com o governo chinês e com o presidente de uma multinacional. A palestra ocorreu na sexta-feira (22) às 14hs nas dependências do Sindicato.
“O Mercado da soja foi descoberto no século passado, quando foram conhecidas sua grande utilidade e hoje é a principal commodity do mundo. A soja é alimentadora de todos os rebanhos cardumes e aves existes, é um produto forte na dieta alimentar mundial, principalmente no complemento do carboidrato e da proteína, e isso está contribuindo muito para o seu consumo, já que o farelo de soja é a maior fonte de proteína comprovada. Sem a soja esses rebanhos não podem ser alimentados” detalha o palestrante que afirma com convicção de que o mercado está se aprimorando mas que o Brasil será um protagonista nesta produção de alimentos. 
Para Severo, o Brasil não tem consciência da sua potencia e essa é a meta, fazer com que os  produtores entendam a sua importância e a importância do que produzem, para que eles tomem seu lugar não só no país, no mercado interno, mas no mercado internacional. 
“Estamos começando um processo novo, da virada do milênio para cá. Falta conhecimento porque nosso produtor fica muito instável quando ouve qualquer informação. É um mercado muito importante mundialmente e por isso fazem terrorismo e o conhecimento é a única maneira da pessoa ter uma inteligência emocional, sendo capaz de aguentar essa avalanche de informação que desestabilizam o campo” alerta o palestrante. 
Segundo Severo, existe muita conspiração uma vez que o Brasil é a única esperança do mundo, da produção de soja. Mas, ele afirma que não existe nenhum risco, tanto que a soja é que alimenta os rebanhos. Não tem nenhuma comprovação que ela prejudique o ser humano, todas essas informações é apenas uma conspiração de mercado, principalmente das indústrias alimentares concorrentes.
O palestrante diz que essa produção faz parte de um país melhor, e que com sua contribuição, ajudará o país a alçar esse voo ainda mais alto, pois é este o país que deixará para suas gerações. 
Almir Dalpasquale, presidente da Aprosoja Brasil, disse que é uma palestra como esta que traz a importância do setor. Esse evento vem para mostrar as dificuldades e um novo horizonte, as perspectivas e o que pode acontecer. Pode dar um amparo melhor para o mercado local.
“O grande problema da região norte ainda é a logística e a energia. Ainda estamos abandonados aqui em cima, devido a esses problemas. Pessoas me procuram com projetos de investimentos, mas a energia limita, não tem demanda para atender os armazéns”, destaca o presidente. 
Dalpasquale aproveitou a oportunidade para alertar aos produtores quanto à próxima safra e pediu cuidados, pois o mercado teve limitações nas ultimas três safras. “É um mercado que vem com viés de baixa, temos que olhar com seriedade, não atropelar as coisas e não ver seu patrimônio dilacerado no futuro devido decisões erradas” orienta o presidente. 
Já para o produtor Durvalino Vieira a visão do palestrante foi muito ampla e deu uma boa base para os presentes. Ele fez questão de comparar essa palestra com outra vista há poucos dias em São Gabriel do Oeste. Para ele foi possível perceber uma clara diferença de conceitos. 
“O americano da palestra de São Gabriel trouxe uma mensagem negativa, contradizendo totalmente a de hoje. O grande diferencial, é que o EUA quer comandar o mundo e dar as cartas, e o mundo não esta aceirando mais isso. A China é a maior vedete do mercado no consumo de grãos e de carne, isso para nós é confortável, o que o mundo fala, é diferente do que os americanos pregam. Para nós tudo isso é difícil, trabalhamos com bolsa, com dados manipulados as vezes para mais e as vezes para menos, isso prejudica o andar do agronegócio em todo mundo” destaca . 
Sobre as dificuldades da Região Norte, Vieira, acredita que é a cobrança do ICMS do produto produzido no Estado pelo agronegócio que é o maior problema. “É a coisa mais horrível que existe e isso tem que mudar, essa pratica não é usada em nenhum outro Estado. Nós produtores não aceitamos mais, hoje ou amanhã isso vai mudar” projeta o produtor.