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Coxim

Exposição conclui projeto de capacitação em artesanato

26 AGO 2014 • POR Carlos Pires • 08h45

Um projeto subsidiado pela FUNARTE (Fundação Nacional de Artes) do Ministério da Cultura levou capacitação em artesanato para jovens de baixa renda com faixa etária entre 18 e 29 anos, no distrito de Silviolândia e da Colônia Taquari, em Coxim. 
A oficina de artesanato empregou a marchetaria e a trança com fibras de taboa e o reaproveitamento de restos de madeira, através de um projeto sustentável onde muitas vezes o material seria queimado ou jogado em local impróprio, causando danos ao meio ambiente.
Através do projeto de marchetaria o material é transformado em peças artesanais como vasos, cestos, cachipôs, porta jóias, entre outras obras de artes. O curso de marchetaria foi ministrado pela professora, idealizadora e coordenadora do projeto, Elza Maria Pereira, numa marcenaria situada no distrito de Silviolândia. 
O projeto contemplou comunidades carentes da zona rural de Coxim e teve como objetivo o resgate da auto-estima e o gosto pela arte e pela cultura tão esquecido pelos jovens de hoje. De acordo com a idealizadora do projeto, o artesanato é uma das mais ricas expressões culturais de um povo com hábitos, tradições e demais referências culturais do estado que é riquíssimo em matéria prima.
O curso teve a duração de 96 horas/aula, de terça a sexta, com duas horas por dia em três meses e duas etapas, sendo uma teórica e outra prática onde os alunos adquirem conhecimento e técnicas para desenvolverem os modelos e a montagem das peças de marchetaria e fibras.
Vale ressaltar que a taboa é uma planta nativa da região do Pantanal e é utilizada na confecção de assento de cadeira, sofás e peças artesanais. A arte de trabalhar a marchetaria e a taboa beneficia socialmente e economicamente a comunidade proporcionando o desenvolvimento cultural, buscando a sustentabilidade de cada cidadão na arte do conhecimento.
Exposição
O encerramento do projeto aconteceu durante a Feira do Agronegócio realizada no último final de semana (22 a 24) com todas as peças produzidas pelos alunos, onde a população pode contemplar e adquirir os trabalhos desenvolvidos ao longo dos três meses de curso. De acordo com a idealizadora do projeto, Elza Pereira, em breve o curso de marchetaria será ministrado aos internos do presídio masculino de Coxim.