TSE diz que é difícil separar contas eleitorais de Dilma e de Michel Temer
13 ABR 2016 • POR Redação • 12h55
Ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) avaliam que há dificuldades para que o vice-presidente Michel Temer (PMDB) consiga emplacar na corte a separação de sua conta eleitoral da campanha da presidente Dilma Rousseff (PT), diz a edição de ontem da Folha de S. Paulo.
Segundo integrantes do tribunal, ouvidos pelo jornal, há problemas formais para essa estratégia, como o fato de os dois políticos terem entregue defesa em conjunto em etapas processuais.
Outro argumento é que eles utilizaram a mesma linha argumentativa nos esclarecimentos repassados na principal ação que pede a cassação da chapa, a chamada AIME (Ação de Impugnação de Mandato Eletivo).
Na semana passada, após a acusação de que a Andrade Gutierrez fez doações à campanha de Dilma com dinheiro desviado da Petrobras, aliados do vice disseram que ele travará uma guerra jurídica para tentar separar as contas e poderia levar a discussão até o Supremo Tribunal Federal.
Como a Folha revelou, a empreiteira contribuiu com as campanhas com dinheiro oriundo de esquemas de corrupção de obras superfaturadas da Petrobras e do sistema elétrico.
Nos bastidores, segundo o jornal, ministros do TSE admitem que já chance de se discutir, no entanto, punições diferentes para Dilma e Temer. No caso do vice, ele poderia, por exemplo, não ficar inelegível, isso se ficar apontado que ele não foi beneficiado diretamente por eventuais ilegalidades provadas, ou a partir da interpretação de que sua atuação não foi primordial junto à campanha presidencial.
Dilma e Temer são alvos de quatro ações que pedem a cassação dos dois no TSE. A oposição, puxada pelo PSDB, defende que Dilma e Temer cometeram abuso de poder político e econômico e teriam tido a campanha à reeleição abastecida com recursos desviados da Petrobras.
