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Cresce número de trabalhadores que aceitam reduzir salários para não perder o emprego

1 ABR 2016 • POR Redação • 12h07

Boa parte dos trabalhadores com negociações salariais neste ano vai conseguir, no máximo, repor o índice de inflação, em alguns casos, parcelado. 

Aumentos reais, acima da inflação, que deram o tom às negociações nos últimos anos serão concedidos a um número menor da população assalariada. Além disso, cresce o número de funcionários com carteira assinada que aceita reduzir os salários para tentar escapar do desemprego. 

Esse cenário “marrom”, acerca das negociações salariais, faz parte de um levantamento feito pelo site R7 e que remonta meados de 2015. Segundo o site, até agosto do ano passado, por exemplo, ocorreram 111 acordos coletivos com redução nominal dos salários, quase metade deles no Estado de São Paulo. 

Em 2014, foram apenas quatro registros de negociações com corte no holerite, segundo levantamento da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), com base em dados do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

Já para este ano, conforme o levantamento, a tendência é do fechamento de pelo menos o mesmo número de acordos coletivos, só na capital paulista. 

As negociações salariais nos próximos meses serão muito difíceis, diz o coordenador da pesquisa da Fipe e responsável pelo site salários.org.br, Hélio Zylberstajn. “De um lado, tem a inflação acumulada e uma baita recessão e, de outro, empresas em dificuldade de reajustar a folha de pagamentos, pois não vendem seus produtos”, diz.