Crise obriga imóveis a ficarem “estocados” no país; em SP, aluguel cai em 30%
1 ABR 2016 • POR Redação • 12h02A crise econômica que acomete o Brasil, tem forçado os imóveis comerciais a ficar mais tempo fechados entre um inquilino e outro, em todo o país.
Em São Paulo, por exemplo, maior cidade brasileira, portas fechadas e placas de “Aluga-se” dominam a paisagem movimentada das ruas de comércio no centro da cidade.
“No último trimestre de 2015, o volume de imóveis vagos aumentou e a procura caiu. Muitos comerciantes tiveram que fechar por conta da crise”, disse, ao R7, Fábio Khurbi, vice-presidente da AABIC (Associação dos Administradores de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo).
Na capital paulista, desde o início do mês, a procura aumentou um pouco por conta da redução de 30%, em média, no valor dos aluguéis comerciais.
“O aluguel de um bom ponto que era de R$ 50 mil caiu e chega a R$ 35 mil. Mesmo assim, faltam interessados. Como o momento é de crise, não tem muita gente querendo arriscar abrindo um negócio”, contou Khurbi ao R7.
O fechamento de imóveis em São Paulo, que antes abrigavam lojas, também refletiu no mercado de trabalho para os comerciários na capital paulista. O presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Ricardo Patah, avaliou a situação.
“O comerciário não consegue uma recolocação rápida no mercado de trabalho. Até 2014, o cenário era dinâmico. O trabalhador saia de uma loja e em pouquíssimo tempo arranjava emprego em outra. Agora, a loja fecha e não há opção de trabalho a curto prazo”, disse o presidente da UGT ao site da Record.
Para Patah, o fechamento das lojas tem relação com a falta de segurança nas regiões tradicionais de comércio de rua e a concorrência com as lojas virtuais.
