IFMS Coxim participa da FEBRACE 2016
17 MAR 2016 • POR Assessoria • 12h15O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul - Campus Coxim participa da FEBRACE 2016 com o projeto: Extração de compostos fenólicos de estigma de milho com alta atividade antioxidante e avaliação do seu potencial bactericida e bacteriostático em Escherichia coli e Staphylococcus aureus.
A cadeia produtiva de milho produz o grão, a espiga, a palha e o estigma. Dentre esses, o grão vai para indústria de alimentos ou para semente, a palha, espiga e os estigmas acabam sendo resíduos, não apresentando valor comercial. Assim, o trabalho busca investigar as características que o estigma de milho possa vir oferecer em benefícios para a saúde.
O objetivo do trabalho foi realizar a caracterização físico-química do estigma de milho e analisar o potencial de extratos de compostos extraídos com atividade antioxidante de estigmas de milho frente à ação antimicrobiana de Escherichia coli e Staphylococcus aureus. Os estigmas foram secos em estufa e triturados em multiprocessador para as determinações: pH, acidez titulável, sólidos solúveis, cor instrumental, açúcares, lipídios, proteínas, fibras e cinzas. Foram determinados os compostos bioativos, como os fenólicos e flavonóides e sua ação antioxidante.
Os extratos foram testados in vitro para verificação do potencial antimicrobiano de microrganismos (E. coli e S. aureus). Foram utilizadas as técnicas por difusão do extrato em disco e difusão em ágar. Os parâmetros da coloração indicaram a cor marrom escura. Os resultados indicaram pH alto, devido a presença de pouco ácidos orgânicos. Os teores de açúcares obtidos foram baixos, referendado no reduzido valor dos sólidos solúveis. As cinzas e as proteínas apresentaram excelente conteúdo, sendo caracterizado como fonte desses componentes. Os extratos apresentaram teor de fenólicos, os flavonóides. Os extratos apresentaram atividade antioxidante e antimicrobiana, auxiliando no combate ao desenvolvimento de E. coli e S. aureus nas duas técnicas utilizadas. No teste in vitro por difusão do extrato em discos, houve formação de halos de inibição a partir de 25% de concentração do extrato.
Na técnica por difusão do extrato em ágar, houve redução nas unidades formadoras de colônias, conforme aumento do volume de extrato de estigma na concentração de 8,3%. Não há relatos de informações sobre o potencial antimicrobiano do estigma de milho na literatura. Os resultados podem trazer benefícios para cadeia produtiva do milho, aproveitando o descarte (estigma) do processamento, além de ser uma nova fonte de matéria-prima para a indústria farmacêutica e cosmética.
Autoria: Alércio da Silva Soutilha, Igor dos Santos Moraes
Orientação: Angela Kwiatkowski, José Wilton Fonseca da Silva
