Logo Diário do Estado

Alerta em Coxim

Brincadeira ou perigo? crianças pulando da ponte sobre o Rio Taquari acende alerta em Coxim

22 JUL 2026 • POR Glenda Melo • 15h55
  Reprodução

Um vídeo que circula nas redes sociais mostrando crianças pulando da ponte sobre o Rio Taquari, em Coxim, reacendeu um alerta importante sobre os riscos desse tipo de prática. O que para muitos pode parecer uma simples diversão durante as férias escolares pode, em poucos segundos, terminar em tragédia.

A ponte é um dos pontos mais conhecidos da cidade e, frequentemente, atrai crianças e adolescentes que se reúnem para saltar nas águas do rio. No entanto, especialistas em segurança aquática alertam que esse tipo de comportamento envolve diversos perigos, muitos deles invisíveis para quem está na superfície.

A profundidade do rio pode variar conforme o período do ano, assim como a força da correnteza. Além disso, troncos, galhos, pedras e outros objetos submersos podem provocar ferimentos graves no momento do mergulho. Outro fator preocupante é que a água pode esconder redemoinhos e mudanças bruscas de profundidade, dificultando o retorno à margem.

Em Coxim, o Rio Taquari já foi cenário de diversos casos de afogamento ao longo dos anos. Em muitas dessas ocorrências, as vítimas acreditavam conhecer o local ou confiavam na própria habilidade para nadar. No entanto, basta um imprevisto para que a situação saia do controle.

Outro ponto de atenção é o chamado "efeito manada". Ao ver outras pessoas pulando da ponte sem sofrer acidentes, muitas crianças acabam acreditando que a prática é segura e repetem o comportamento sem avaliar os riscos envolvidos.

Diante dessas situações, a orientação é para que pais e responsáveis conversem com crianças e adolescentes sobre os perigos de mergulhos em rios, especialmente a partir de pontes ou estruturas elevadas. O diálogo e a supervisão continuam sendo as principais formas de prevenção.

Também cabe às autoridades intensificar ações educativas e avaliar medidas que desestimulem a prática em locais considerados de risco, principalmente durante períodos de férias, quando aumenta a presença de jovens às margens do Rio Taquari.

A preservação da vida deve estar acima de qualquer desafio ou brincadeira. Um salto que dura poucos segundos pode resultar em lesões permanentes, afogamento ou até mesmo em uma fatalidade, deixando consequências irreparáveis para famílias e toda a comunidade.