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Saúde

SUS amplia tratamento para pacientes com ELA e incorpora novo medicamento para fases iniciais

21 JUL 2026 • POR Glenda Melo • 15h40
  Reprodução

Pacientes diagnosticados com esclerose lateral amiotrófica (ELA) terão acesso a uma nova opção de tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde oficializou a incorporação da edaravona à rede pública, ampliando as alternativas terapêuticas para pessoas que enfrentam a doença em seus estágios iniciais.

A medida representa um avanço na assistência aos pacientes e deverá beneficiar pessoas em todo o país, inclusive em Mato Grosso do Sul. A expectativa é que o medicamento passe a ser disponibilizado pelo SUS após a conclusão dos procedimentos necessários para sua implementação, prevista para ocorrer em até 180 dias.

A edaravona será indicada para adultos diagnosticados com ELA nos graus 1 e 2 da enfermidade e que apresentem evolução da doença de até dois anos.

O medicamento atua reduzindo o estresse oxidativo nas células nervosas, mecanismo que pode contribuir para retardar a progressão da doença em pacientes que atendam aos critérios clínicos definidos pelos especialistas.

Embora não represente a cura da ELA, a terapia é considerada um importante recurso para preservar a qualidade de vida e retardar a perda funcional.

A esclerose lateral amiotrófica é uma doença neurológica degenerativa que compromete os neurônios motores, responsáveis por transmitir os comandos do cérebro aos músculos do corpo.

Com a evolução da enfermidade, o paciente passa a apresentar fraqueza muscular progressiva, dificuldades para caminhar, falar, engolir e, nos casos mais avançados, para respirar.

Apesar dos avanços científicos, a doença ainda não possui cura, tornando fundamental o diagnóstico precoce e o acesso aos tratamentos disponíveis.

Um dos principais obstáculos no enfrentamento da ELA é a identificação da doença. Como não existe um exame laboratorial específico capaz de confirmar o diagnóstico, os médicos precisam reunir informações clínicas, exames de imagem e testes neurológicos para excluir outras enfermidades com sintomas semelhantes.

Esse processo pode levar vários meses, retardando o início do tratamento e o acompanhamento especializado.

A incorporação da edaravona ao SUS representa uma notícia importante também para pacientes de Coxim e da região norte de Mato Grosso do Sul, que dependem da rede pública para o tratamento de doenças de alta complexidade.

Mesmo quando o atendimento especializado é realizado em centros de referência, como Campo Grande, a oferta do medicamento pelo SUS pode reduzir barreiras de acesso e garantir mais qualidade de vida aos pacientes que convivem com a ELA.

Especialistas destacam que, além da medicação, o acompanhamento multidisciplinar  envolvendo neurologistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas e psicólogos continua sendo essencial para preservar a autonomia e oferecer melhores condições de vida às pessoas diagnosticadas com a doença.