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Saúde

Dengue segue sob controle em Coxim, enquanto chikungunya avança em municípios de Mato Grosso do Sul

17 JUL 2026 • POR Glenda Melo • 10h02
  Foto: Reprodução

O mais recente boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES) revela que Mato Grosso do Sul continua enfrentando desafios no combate às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Apesar do aumento dos casos confirmados de dengue e chikungunya em diversas regiões, Coxim não integra a relação de municípios com alta taxa de incidência de nenhuma das duas doenças, cenário que reforça a importância das ações preventivas desenvolvidas no município.

De acordo com o levantamento estadual, Mato Grosso do Sul contabiliza 1.548 casos confirmados de dengue, além de mais de 4,8 mil casos prováveis ainda em investigação. O Estado também apura dois óbitos suspeitos relacionados à doença, mas, até o momento, nenhuma morte por dengue foi confirmada.

Os maiores índices de incidência da dengue concentram-se em municípios como Santa Rita do Pardo, Corumbá, Angélica, Batayporã, Selvíria, Costa Rica, Ladário, Amambai, Jardim, Paraíso das Águas, Douradina, Jaraguari e Pedro Gomes. Campo Grande permanece com baixa incidência, e Coxim também não aparece entre as cidades classificadas em situação de alerta elevado.

Chikungunya preocupa mais

Enquanto a dengue apresenta um cenário relativamente estável, a chikungunya continua avançando no Estado. O boletim aponta 9.187 casos confirmados e aproximadamente 12,9 mil casos prováveis em investigação.

A doença já provocou 28 mortes confirmadas em Mato Grosso do Sul, além de outros dois óbitos que seguem sob análise pelas autoridades de saúde.

Ao todo, 24 municípios apresentam alta incidência de chikungunya, entre eles Dourados, Bonito, Jardim, Corumbá, Aquidauana, Sidrolândia, Jaraguari e Amambai. Coxim também não figura nessa lista, indicando que o município permanece fora das áreas de maior circulação do vírus neste momento.

Prevenção continua sendo essencial

Mesmo sem integrar o grupo de cidades com maior incidência, especialistas alertam que o risco de transmissão permanece em todo o Estado. O mosquito Aedes aegypti se reproduz rapidamente em recipientes com água parada, tornando indispensável a participação da população no combate aos criadouros.

A orientação é eliminar qualquer objeto que possa acumular água, manter caixas d'água vedadas, limpar calhas, descartar corretamente materiais inservíveis e permitir o trabalho das equipes de vigilância quando necessário.

As autoridades reforçam ainda que pessoas com sintomas como febre, dores no corpo, dor de cabeça, manchas vermelhas na pele ou dores intensas nas articulações devem procurar uma unidade de saúde para avaliação médica e evitar a automedicação, contribuindo para o diagnóstico precoce e o controle das doenças.