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Dívida

Mais da metade dos adultos enfrenta restrições no CPF e endividamento avança em Mato Grosso do Sul

15 JUL 2026 • POR Glenda Melo • 17h33
  'Foto: Reprodução

O número de pessoas com dificuldades para manter as contas em dia voltou a crescer em Mato Grosso do Sul. Dados divulgados nesta semana mostram que o Estado registrou um novo avanço na inadimplência durante o mês de junho, refletindo um cenário de orçamento apertado para milhares de famílias.

Atualmente, mais de 1,3 milhão de consumidores sul-mato-grossenses possuem alguma pendência financeira registrada, enquanto a quantidade de débitos ultrapassa a marca de 6 milhões. Somadas, essas dívidas representam mais de R$ 11 bilhões, evidenciando o peso do endividamento na economia estadual.

O levantamento indica que grande parte das restrições está ligada ao uso de cartões de crédito, empréstimos e financiamentos bancários. Em seguida aparecem compromissos financeiros diversos e contas de serviços essenciais, como água, energia elétrica e gás, que também figuram entre as principais causas da negativação.

O cenário estadual acompanha uma tendência observada em todo o Brasil. O país contabiliza mais de 345 milhões de dívidas em aberto, distribuídas entre milhões de consumidores. Hoje, aproximadamente metade da população adulta brasileira possui alguma restrição no CPF, demonstrando que o endividamento continua sendo um dos principais desafios financeiros das famílias.

Outro dado que chama atenção é o valor médio devido por consumidor. Em nível nacional, cada inadimplente acumula, em média, quase R$ 7 mil em débitos, montante que supera várias vezes o valor do salário mínimo e dificulta a recuperação da saúde financeira sem um planejamento adequado.

Especialistas em educação financeira orientam que quem está com contas atrasadas procure negociar os débitos o quanto antes, evitando o crescimento dos juros e a ampliação das restrições de crédito. Antes de fechar qualquer acordo, é recomendável analisar o orçamento familiar e verificar se as parcelas cabem na renda mensal, reduzindo o risco de um novo ciclo de inadimplência.

Ferramentas de negociação disponíveis em plataformas especializadas e junto às próprias instituições credoras têm oferecido descontos expressivos para pagamento ou parcelamento das dívidas. Em muitos casos, os abatimentos permitem reduzir significativamente o valor total devido, facilitando a regularização do nome e o retorno ao mercado de crédito.

Para economistas, controlar os gastos, evitar compras por impulso e priorizar o pagamento de débitos com juros mais elevados continuam sendo medidas essenciais para recuperar o equilíbrio financeiro e impedir que o endividamento comprometa ainda mais o orçamento das famílias.