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Saúde

Nova insulina começa a chegar ao SUS e promete mais praticidade no tratamento do diabetes

15 JUL 2026 • POR Glenda Melo • 15h18
  Foto: Reprodução

Pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) começarão a contar, de forma gradual, com uma nova opção para o tratamento do diabetes. O Ministério da Saúde iniciou a distribuição da insulina glargina, que substituirá progressivamente a insulina NPH para grupos específicos da população, com o objetivo de oferecer maior segurança e melhorar o controle da doença.

A nova estratégia contempla crianças e adolescentes entre 2 e 18 anos diagnosticados com diabetes tipo 1, além de pessoas com 70 anos ou mais que convivem com diabetes tipo 1 ou tipo 2. A mudança será implementada de forma escalonada em todo o país, conforme o abastecimento das redes estaduais e municipais de saúde.

De acordo com o governo federal, os primeiros lotes do medicamento já começaram a ser enviados aos estados. Milhares de canetas reutilizáveis e tubetes de insulina glargina estão sendo distribuídos, e a expectativa é de que todas as unidades da Federação recebam os insumos até o fim deste mês.

A oferta da insulina glargina ocorrerá nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), mas o acesso dependerá de avaliação médica. Caberá ao profissional de saúde verificar se o paciente atende aos critérios clínicos estabelecidos e emitir a prescrição para o novo tratamento.

Uma das principais vantagens da insulina glargina é sua ação prolongada. Diferentemente da insulina NPH, que geralmente exige duas ou mais aplicações diárias, a nova medicação costuma ser administrada apenas uma vez ao dia.

Além da praticidade, especialistas apontam que a glargina proporciona níveis mais estáveis de glicose no sangue ao longo das 24 horas, reduzindo oscilações e diminuindo as chances de episódios de hipoglicemia, condição caracterizada pela queda acentuada da glicose, que pode provocar tontura, desmaios e outras complicações.

Apesar da chegada da nova insulina, o Ministério da Saúde reforça que o sucesso do tratamento depende do acompanhamento regular nas unidades de saúde. A alimentação equilibrada, a prática de atividades físicas, o monitoramento da glicemia e o uso correto da medicação continuam sendo fundamentais para evitar complicações do diabetes.

Os pacientes que fazem uso de insulina não devem interromper ou alterar o tratamento por conta própria. A substituição será realizada somente após avaliação médica, respeitando as necessidades individuais de cada pessoa.