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São Paulo prioriza defesa e amarga segundo pior ataque da Série A no ano

1 MAR 2016 • POR GE • 09h52

O São Paulo entrará em campo nesta terça-feira, contra o Mogi Mirim, às 19h30, no Pacaembu, sob enorme risco de enfrentar o mesmo problema da semana passada, quando criar chances de gol diante do Novorizontino foi tarefa inglória. Naquela partida, a equipe só deslanchou depois que Ganso substituiu Rogério, atacante que o técnico Edgardo Bauza insiste em escalar como substituto do meia, numa função bem diferente daquela em que ele de destacou no ano passado.

Esse é um dos impasses do segundo pior ataque da Série A em 2016. Levando em conta os jogos de competição – estaduais, Primeira Liga, Copa do Nordeste e Libertadores – dos clubes que disputarão a elite do Campeonato Brasileiro, os números ofensivos do São Paulo são melhores apenas que os do Figueirense, oitavo colocado entre 10 times do Catarinense.

Desde o início da pré-temporada, Bauza deixou claro a todos que a prioridade seria corrigir erros defensivos do São Paulo. Isso certamente colaborou para que a equipe tivesse, também entre as da primeira divisão nacional, a sétima zaga menos vazada, estatística bastante razoável.

O que ninguém imaginava é que seria tão difícil equilibrar um time seguro sem perder potência ofensiva. Mesmo com a saída de Luis Fabiano e Alexandre Pato, dois astros do ataque nos últimos anos, restaram jogadores relevantes como Alan Kardec, Paulo Henrique Ganso, Michel Bastos, o caro Centurión, Rogério, além das chegadas de Calleri, artilheiro do Boca Juniors na temporada passada, Kieza, artilheiro da última Série B, e de Kelvin, do Porto e ex-Palmeiras.

Em nove jogos, o Tricolor fez 10 gols, o que lhe dá uma média de 1,11. Bem inferior à do Fluminense, ataque mais positivo entre todos da Série A, com média de 2,12.

Nas únicas duas vezes em que enfrentou adversários da elite, o São Paulo perdeu sem conseguir fazer gols: 2 a 0 para o Corinthians e 1 a 0 para a Ponte Preta. Na Libertadores, prioridade da diretoria e da comissão técnica neste primeiro semestre, mesmo tendo encarado os frágeis César Vallejo, do Peru, e The Strongest, da Bolívia, foram dois gols em três partidas.

O Tricolor de Bauza joga no 4-2-3-1. Com a bola, tem um sistema pouco inovador, com um armador (Ganso, na maior parte do tempo) e homens abertos pela direita e esquerda. À frente deles, o centroavante, aquele que fica mais perto do goleiro rival.

Prejudicado por um gol mal anulado, uma virose e um corte no tornozelo, Alan Kardec acabou perdendo a posição de centroavante titular para Calleri. Kieza, que pouco jogou, teve a melhor chance de evitar a derrota para o The Strongest, mas finalizou de maneira bisonha.

Pelos lados, Michel Bastos e Centurión resistiram, saindo do time apenas quando o treinador argentino optava por preservar fisicamente seus titulares. Agora, o brasileiro teve uma lesão na coxa, e o argentino parece ter perdido a posição para Wesley depois de uma sequência de atuações horríveis, que acabaram com qualquer resquício de paciência dos torcedores.

Como Wesley será poupado nesta terça, Bauza terá o lateral Carlinhos avançado pela esquerda e Centurión, de novo, pela direita. Rogério vai atuar no meio, onde não gosta e, por não ter as características de Ganso, acaba tornando o setor ofensivo mais estático. Kardec, Wilder, Kieza e Daniel, meia-atacante que, desde o início do ano passado, só entrou em campo uma vez, ficarão no banco. Kelvin não foi sequer relacionado.

Calleri, artilheiro da equipe no ano com três gols, vai comandar o ataque. Além dele, já marcaram em 2016 o zagueiro Rodrigo Caio e o meia Michel Bastos (dois cada um), o volante Thiago Mendes, o meia Ganso e o atacante Rogério.

Descontente com o ataque, Bauza consegue enxergar evolução na defesa. Depois de ter sido poupado, em razão de ter atuado todos os minutos da temporada até antes da rodada passada, Rodrigo Caio voltará à zaga ao lado de Maicon, que terá a terceira chance consecutiva como titular. Lugano não foi relacionado. Lucão estará no banco e Breno ainda se recupera de um derrame no joelho, mais um dos problemas físicos que assombram o jogador.