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Combustível

Gasolina terá mais etanol na mistura após decisão do governo; medida busca reduzir importações

14 JUL 2026 • POR Glenda Melo • 11h03
  Foto: Reprodução

A composição da gasolina vendida no Brasil passará por uma mudança nos próximos meses. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o aumento da participação do etanol anidro na mistura obrigatória do combustível, elevando o percentual para 32%. A iniciativa faz parte de uma estratégia para ampliar o uso de biocombustíveis produzidos no país e reduzir a necessidade de importação de gasolina.

A decisão entra em vigor com validade inicial de 180 dias, podendo ser renovada por mais seis meses, caso haja necessidade. Segundo o governo federal, a medida foi adotada diante das oscilações do mercado internacional de petróleo e combustíveis, que continuam influenciando os custos de abastecimento.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o aumento da participação do etanol na gasolina pode diminuir significativamente a dependência do Brasil em relação ao combustível importado. A estimativa é de uma redução próxima de 500 milhões de litros por mês nas compras externas de gasolina, volume considerado suficiente para garantir o abastecimento nacional com produção própria.

Além do impacto econômico, a ampliação da mistura também reforça a participação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira. O etanol, produzido principalmente a partir da cana-de-açúcar e do milho, é apontado como uma alternativa renovável aos combustíveis de origem fóssil.

Outro ponto destacado pelas autoridades é a segurança da mudança para os consumidores. O Conselho Nacional de Política Energética informou que a nova composição não deve provocar danos aos veículos em circulação, afastando preocupações sobre possíveis prejuízos ao funcionamento dos motores.

A expectativa é que a medida contribua para fortalecer a cadeia produtiva do etanol, impulsionar o agronegócio ligado ao setor sucroenergético e reduzir a exposição do país às variações do mercado internacional de petróleo.

Com a alteração, o Brasil amplia a presença dos combustíveis renováveis em sua matriz energética, seguindo uma tendência de valorização de fontes consideradas menos dependentes do petróleo e alinhadas às políticas de diversificação da oferta de energia.