Copa 2026
Gigantes caem e Copa do Mundo prova que favoritismo já não garante classificação
30 JUN 2026 • POR Glenda Melo • 11h36A Copa do Mundo de 2026 segue mostrando que tradição e favoritismo não entram em campo sozinhos. Em um mesmo dia, duas das seleções mais respeitadas do futebol mundial deram adeus ao torneio de forma surpreendente, deixando claro que o equilíbrio entre as equipes nunca foi tão grande.
Alemanha e Holanda, frequentemente apontadas entre as candidatas ao título, acabaram eliminadas por adversários que chegaram às oitavas cercados por menos expectativa. Os alemães foram derrotados pelo Paraguai, enquanto os holandeses não conseguiram superar a seleção do Marrocos, encerrando precocemente suas campanhas.
As eliminações chamam atenção não apenas pelo peso das camisas, mas também pelo histórico que essas seleções carregam diante do Brasil. A Alemanha marcou a história da Copa ao eliminar a Seleção Brasileira em 1974 e, décadas depois, protagonizou o inesquecível 7 a 1 na semifinal do Mundial de 2014, um dos capítulos mais dolorosos do futebol brasileiro.
A Holanda também construiu uma relação de rivalidade com o Brasil em Copas. Foi responsável pela eliminação brasileira em 1974 e voltou a frustrar o sonho do hexacampeonato em 2010, quando venceu a equipe comandada por Dunga nas quartas de final da competição disputada na África do Sul.
Os resultados reforçam uma das principais características desta edição da Copa do Mundo: o fim da previsibilidade. Seleções consideradas emergentes têm demonstrado organização tática, intensidade e capacidade para enfrentar, de igual para igual, as maiores potências do futebol mundial.
Para o Brasil, que garantiu vaga nas oitavas de final, as eliminações de duas tradicionais candidatas ao título também alteram o panorama da competição. Além de reduzir o número de favoritos vivos na disputa, mostram que qualquer confronto exige atenção máxima, independentemente da história ou do ranking das equipes.
A queda de Alemanha e Holanda confirma que, em uma Copa do Mundo, o passado pesa na memória dos torcedores, mas não decide partidas. Dentro de campo, cada jogo escreve uma nova história, e a edição de 2026 tem mostrado que surpresas estão se tornando parte da rotina do torneio.
