Saúde
Alerta em Mato Grosso do Sul: casos de síndrome respiratória grave seguem em alta
26 JUN 2026 • POR Glenda Melo • 11h22
Mato Grosso do Sul continua entre os estados brasileiros que inspiram atenção diante do avanço das doenças respiratórias. O mais recente levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que o Estado permanece em situação de alerta para os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), mantendo níveis elevados de circulação de vírus respiratórios e tendência de crescimento nas últimas semanas.
O cenário acompanha o período de inverno, quando as baixas temperaturas favorecem a propagação de vírus e aumentam a procura por atendimento médico, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
Segundo o monitoramento, Mato Grosso do Sul está entre os estados que apresentam crescimento sustentado dos casos de SRAG em análises de longo prazo. Entre os vírus que mais preocupam está o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), um dos principais responsáveis por infecções respiratórias em crianças pequenas, além da Influenza B, que também registra aumento nos casos graves em diversas regiões do país.
Enquanto alguns estados já começam a apresentar sinais de estabilização ou redução em determinados vírus respiratórios, Mato Grosso do Sul ainda integra o grupo onde a circulação continua intensa, exigindo atenção das autoridades de saúde e da população.
Especialistas reforçam que a prevenção continua sendo a principal ferramenta para reduzir o número de internações. A orientação é manter a vacinação contra a gripe em dia, higienizar as mãos com frequência, evitar contato próximo com pessoas que apresentem sintomas gripais e utilizar máscara em ambientes de saúde ou quando houver sintomas respiratórios.
Outro ponto de atenção é a procura por atendimento médico diante de sinais de agravamento, como falta de ar, febre persistente, dificuldade para respirar ou queda no estado geral, principalmente em crianças pequenas, idosos e pacientes com doenças preexistentes.
Com a continuidade do inverno e a previsão de novas frentes frias nas próximas semanas, a expectativa é de que os casos de doenças respiratórias permaneçam elevados, tornando indispensável a adoção de medidas preventivas para reduzir a transmissão e evitar complicações.
