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Estado adota protocolo para prevenir Ebola no MS

20 AGO 2014 • POR Carlos Pires/SES-MS • 13h05

Como forma de prevenção, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES/MS), através da Coordenadoria Estadual de Vigilância Epidemiológica, apresentou na segunda-feira (18) um protocolo de vigilância de supostos casos suspeitos de doença causados pelo vírus ebola. O protocolo foi elaborado em conjunto com o Ministério da Saúde e as secretarias de saúde dos municípios do Estado. O objetivo do protocolo é apenas definir as ações e cuidados em casos que supostamente possam vir a ser detectados no Estado.
De acordo com a diretora de vigilância epidemiológica da SES, Bernadete Lewandowski, o protocolo servirá de base para as ações de cuidados e prevenção nos 79 municípios do Estado desde sua possível detecção, notificação, análise laboratorial e encaminhamentos a hospitais.
Segundo o protocolo, os municípios de referência para os atendimentos serão: Campo Grande, Bela Vista, Bonito, Corumbá, Dourados, Mundo Novo, Ponta Porã, Porto Murtinho e Três Lagoas. Cada secretaria de saúde do município designará um hospital de sua rede como referência para possíveis atendimentos dos casos.
Além dos atendimentos médicos, ficarão a cargo da vigilância epidemiológica as investigações que detalharão o histórico de viagem para áreas afetadas pelo vírus, a fim de identificar possível Local Provável de Infecção (LPI). Os contatos de casos possíveis suspeitos identificados deverão ser monitorados por 21 dias (período de incubação do vírus) após a ultima exposição conhecida.
“Estas são as primeiras ações definidas para Mato Grosso do Sul referente ao vírus do Ebola. Após reuniões com o Ministério da Saúde, definimos nove municípios prioritários que farão atendimento aos casos, levando em consideração o fluxo de pessoas nas fronteiras com outros países. Nestes municípios cada um terá um hospital de referência para atendimento. Além disso, já iniciamos os pedidos para a aquisição das EPI (Equipamento de Proteção Individual) que serão utilizados pelos profissionais de saúde”, afirmou a diretora.  
Para a diretora de vigilância epidemiológica não há motivos para pânico, pois não há nenhum caso da doença registrado no país. Segundo ela, há muita especulação e muito boato sendo espalhado nas redes sociais através da internet com falsas informações, mas não há nenhum registro da entrada do vírus no Brasil.
“Priorizamos as nossas fronteiras, pois são os principais locais de fluxo de pessoas. Mesmo que o Brasil não tenha registrado nenhum caso da doença, há a preocupação em nos mantermos preparados para o cuidado imediato, devido aos sintomas graves causados pelo vírus do Ebola, Porém a população não deve se alarmar, pois as ações são apenas preventivas como em toda epidemia que surge fora do país”, acrescentou.