Saúde
Caneta para emagrecimento pode chegar ao SUS após novo pedido com redução de preço
23 JUN 2026 • POR Glenda Melo • 11h22O tratamento da obesidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS) pode ganhar um importante reforço nos próximos meses. A farmacêutica responsável pela produção da semaglutida apresentou um novo pedido para que o medicamento seja incorporado à rede pública, desta vez com uma proposta de preço significativamente menor.
A iniciativa busca reverter a decisão tomada no ano passado, quando a inclusão da medicação foi rejeitada em razão do alto impacto financeiro previsto para o sistema de saúde.
Ao mesmo tempo, o Ministério da Saúde anunciou que dará início a um estudo para avaliar o uso da semaglutida em pacientes atendidos pelo SUS. A pesquisa deverá fornecer informações sobre os resultados do tratamento na rede pública e poderá contribuir para a análise técnica da proposta.
A semaglutida é utilizada no combate à obesidade por atuar na redução do apetite e aumentar a sensação de saciedade, favorecendo a perda de peso quando associada a mudanças no estilo de vida.
Atualmente, o SUS não oferece medicamentos específicos para tratar a obesidade. Em muitos casos, os pacientes recebem apenas tratamento para doenças associadas, como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares. A cirurgia bariátrica continua sendo a principal alternativa disponível para casos mais graves, mas enfrenta longas filas de espera em diversas regiões do país.
Com a redução do preço apresentada pela fabricante e a chegada de novos concorrentes ao mercado, a expectativa é que a análise da proposta tenha um cenário diferente do observado anteriormente. A decisão final caberá à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável por avaliar a eficácia, segurança e custo-benefício das novas tecnologias para a saúde pública.
Caso a incorporação seja aprovada, o Ministério da Saúde poderá adquirir medicamentos à base de semaglutida de diferentes fabricantes, ampliando as opções de fornecimento e reduzindo os custos para o sistema.
A obesidade é considerada um dos principais desafios da saúde pública brasileira. Dados nacionais indicam que milhões de pessoas convivem com excesso de peso, condição que aumenta o risco de doenças crônicas e gera impactos significativos na qualidade de vida e nos gastos do sistema de saúde.
