Padrasto é condenado a mais de 18 anos por estupro de enteada em Campo Grande
Réu alegou que criança teria inventado o estupro, mas sua versão foi considerada isolada e sem provas
16 JUN 2026 • POR Midiamax • 09h50Um homem foi condenado a 18 anos e 8 meses de prisão por estupro contra a enteada, de 6 anos, em Campo Grande. Os crimes aconteceram entre 2017 e 2024, e a condenação foi divulgada na segunda-feira (15).
De acordo com a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o caso foi descoberto após a ex-companheira do réu desconfiar de que a própria filha estivesse sofrendo violência do pai. A filha foi ouvida em atendimento psicossocial e relatou que não sofreu abusos, mas contou que a enteada de seu pai era abusada. Ela tinha medo de ir à casa do próprio genitor.
Na época, o padrasto morava com a vítima e a mãe dela e se aproveitava dos momentos em que ficava sozinho com a criança para praticar o crime.
O réu foi interrogado em juízo e negou o estupro, alegando que a criança teria inventado a história por ciúmes da filha biológica. A versão do réu foi considerada isolada e sem provas pela Justiça, e ele foi condenado por estupro de vulnerável.
A pena de 18 anos e oito meses de reclusão deverá ser cumprida em regime inicial fechado. Ele também foi condenado ao pagamento de R$ 5 mil à criança a título de danos morais.
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