Bebê de 1 ano é internada em estado grave após exames apontarem suspeita de violência sexual
Criança segue internada na Santa Casa; caso é investigado pela Polícia Civil como estupro de vulnerável.
25 MAI 2026 • POR do Idest, com informações do G1MS • 16h17Uma bebê de 1 ano e 11 dias está internada em estado grave na Santa Casa de Campo Grande após exames médicos apontarem lesões graves na região íntima compatíveis com violência sexual. O caso foi registrado na noite de domingo (24) como estupro de vulnerável e é investigado pela Polícia Civil. Segundo a mãe da criança, de 20 anos, o principal suspeito é o ex-companheiro dela, que está preso desde o início de maio por violência doméstica.
Criança passou mal antes de ser levada para atendimento
De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe deixou a filha aos cuidados de uma conhecida, descrita como uma “tia de consideração”, enquanto realizava tarefas domésticas.
Durante o período em que estava com a mulher, a bebê passou mal, apresentou vômitos e sofreu uma convulsão. A criança foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Vila Almeida, onde a mãe foi comunicada e compareceu à unidade.
Por conta da gravidade do quadro clínico, a bebê precisou ser intubada e posteriormente transferida para a ala de emergência da Santa Casa.
Exames apontaram lesões antigas e recentes
No hospital, exames médicos identificaram “lesões severas e atípicas” na região íntima da criança. Conforme o laudo, foram constatadas lesões antigas e recentes, levantando a suspeita de violência sexual.
O caso foi comunicado à Polícia Militar pelo serviço social da unidade hospitalar.
Segundo o registro policial, a bebê segue internada em estado grave e recebeu medicação preventiva contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
Mãe aponta ex-companheiro como principal suspeito
Em depoimento, a mãe relatou que manteve relacionamento com um homem que está preso desde o início deste mês por violência doméstica praticada contra ela.
Conforme a mulher, ele pode ter envolvimento no caso e é apontado como o principal suspeito.
A mulher responsável por socorrer a bebê afirmou à polícia que a criança chegou à casa dela com febre e acabou se engasgando com o próprio vômito. Ela relatou ter realizado uma manobra para desobstruir as vias respiratórias antes de levar a menina para atendimento médico.
O Conselho Tutelar da Região Norte acompanha o caso.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol como estupro de vulnerável. A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil.
