Mulher nascida em Rio Verde deixa legado de carinho e solidariedade após morte em Campo Grande
Rosimeire Godoy Mendes, de 57 anos, era natural de Rio Verde (MS) e emocionou moradores da Vila Nasser com sua história de vida e dedicação à família
20 MAI 2026 • POR Jornalista Pedrinho Bambam DRT 0002476/MS • 16h15Natural de Rio Verde de Mato Grosso (MS), a catadora de recicláveis Rosimeire Godoy Mendes morreu aos 57 anos após enfrentar um câncer no pulmão em estágio avançado. A história da rio-verdense comoveu moradores da Vila Marli e Vila Nasser, em Campo Grande, onde ela era bastante conhecida pelo carinho, humildade e solidariedade.
Segundo familiares, Rosimeire começou a sentir fortes dores nas costas e sintomas gripais há alguns meses. Após procurar
atendimento médico diversas vezes, recebeu recentemente o diagnóstico de câncer já em estado avançado. Devido à gravidade da doença, ela foi colocada em cuidados paliativos, mas infelizmente não resistiu.
A filha, Fátima Aparecida Godoy, relembrou emocionada a trajetória da mãe, descrita como uma mulher batalhadora e sempre preocupada com todos ao seu redor.
“Ela pedia perdão por achar que estava dando trabalho para a gente. Até no hospital se preocupava mais com os outros do que com ela mesma”, contou.
Rosimeire deixou Rio Verde anos atrás para cuidar da mãe, que também enfrentava problemas de saúde. Após a morte da mãe, em 2025, passou a trabalhar com reciclagem, limpeza de quintais e produção de sabão caseiro para ajudar no sustento da família.
Casada há mais de 40 anos, era conhecida pela parceria com o marido, aposentado por invalidez. Segundo a família, os dois eram inseparáveis e enfrentavam juntos as dificuldades da vida.
Além do trabalho humilde, Rosimeire também ficou marcada pelo carinho com crianças, vizinhos e animais da comunidade. A morte dela gerou forte comoção entre moradores da região.
“Até os animais sentem falta dela. Uma cachorrinha de uma amiga da família entra na casa todos os dias procurando minha mãe”, relatou a filha.
A dor da família revive ainda uma antiga tragédia. Há cerca de 21 anos, Rosimeire perdeu uma filha de apenas 18 anos para um câncer terminal, mas seguiu firme ajudando a criar a neta e cuidando dos familiares.
Antes de morrer, ela ainda deixou palavras de força para o marido e ensinou novamente a receita do sabão caseiro que produziam juntos para vender.
Dona Rosimeire foi sepultada na última quinta-feira (15), deixando saudades entre familiares, amigos e todos que tiveram a oportunidade de conhecê-la.
