Saúde
Chikungunya avança em Mato Grosso do Sul e Estado confirma 17 mortes pela doença em 2026
16 MAI 2026 • POR Glenda Melo • 09h47Mato Grosso do Sul enfrenta aumento expressivo nos casos de chikungunya em 2026. Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) apontam que o Estado já soma 11.521 casos prováveis da doença, sendo 4.834 confirmações registradas no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
O boletim epidemiológico, divulgado ontem, (15), também confirma 17 mortes provocadas pela chikungunya em municípios sul-mato-grossenses. As vítimas eram moradores das cidades de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul e Douradina. Segundo a SES, nove das pessoas que morreram apresentavam algum tipo de comorbidade, fator que pode agravar os sintomas da doença. Outro óbito segue em investigação.
O relatório ainda chama atenção para os casos envolvendo gestantes. Até o momento, 65 mulheres grávidas tiveram diagnóstico confirmado para chikungunya no Estado, aumentando o alerta das autoridades de saúde para o acompanhamento médico e prevenção contra o mosquito transmissor.
Enquanto a chikungunya apresenta avanço significativo, os números da dengue seguem mais controlados em Mato Grosso do Sul. Conforme o levantamento, foram contabilizados 5.640 casos prováveis da doença, dos quais 827 acabaram confirmados. Diferente da chikungunya, não há registro de mortes por dengue neste ano, nem casos em investigação.
A SES também destacou o avanço da vacinação contra a dengue no Estado. Até agora, mais de 223 mil doses já foram aplicadas no público-alvo. Mato Grosso do Sul recebeu do Ministério da Saúde pouco mais de 241 mil doses do imunizante.
A campanha é destinada a crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, faixa etária considerada uma das mais vulneráveis às complicações da dengue. O esquema vacinal prevê duas aplicações com intervalo de três meses entre elas.
As autoridades de saúde reforçam a importância da eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor tanto da dengue quanto da chikungunya. A recomendação também é para que a população evite automedicação e procure atendimento médico ao apresentar sintomas como febre alta, dores no corpo, manchas vermelhas ou dores intensas nas articulações.
