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Aumento Cassems

"Absurdo e impagável": de R$35,00 para R$ 450,00, reajuste da Cassems revolta beneficiários

15 MAI 2026 • POR Glenda Melo • 10h57
  Foto: Reprodução

O anúncio feito ontem pelo presidente da Cassems Ricardo Ayache caiu como uma verdadeira bomba para os beneficiários do plano no estado ontem (14), o reajuste na contribuição dos cônjuges da Cassems provocou uma onda de indignação entre servidores públicos e beneficiários em diversas cidades de Mato Grosso do Sul. Desde que a medida foi divulgada, as redes sociais foram tomadas por críticas, reclamações e até pedidos públicos de auditoria nas contas da operadora.

A nova cobrança fixa para cônjuges será de R$ 450 a partir da competência de maio de 2026, o valor anterior era de R$ 35,00 reais. O problema, segundo usuários do plano, é que o aumento representa, em alguns casos, reajustes considerados “surreais”, ultrapassando mil por cento em relação aos valores anteriormente pagos por determinados dependentes.

A repercussão negativa cresceu rapidamente em grupos de servidores, páginas regionais e aplicativos de mensagens. Beneficiários afirmam que foram pegos de surpresa e classificam a medida como “inviável”, “desumana” e “um golpe no orçamento familiar”.

“Tem família que simplesmente não vai conseguir manter o cônjuge no plano”, comentou uma beneficiária nas redes sociais. Em diferentes municípios do Estado, relatos semelhantes apontam medo de cancelamentos e dificuldade para absorver o novo custo mensal.

Além da revolta com o reajuste, usuários passaram a questionar a gestão financeira da operadora. Nas redes sociais, já circulam manifestações defendendo auditoria independente nas contas da Cassems, transparência nos gastos administrativos e detalhamento mais amplo das despesas apresentadas pela instituição.

A direção da Cassems justificou a medida afirmando que o grupo de cônjuges gerou um déficit milionário. Segundo os dados divulgados, nos últimos 12 meses foram arrecadados cerca de R$ 61 milhões, enquanto as despesas assistenciais ultrapassaram R$ 250 milhões diferença de aproximadamente R$ 189 milhões.

Ainda conforme a operadora, o avanço dos custos da saúde suplementar, o envelhecimento da população e a alta nos tratamentos e medicamentos de custo elevado pressionaram o sistema.

Mesmo diante da justificativa técnica apresentada pela instituição, o clima entre os beneficiários segue de forte insatisfação. Em cidades do interior e também na Capital, muitos servidores afirmam que o reajuste chegou sem diálogo amplo com os usuários e defendem maior participação dos beneficiários nas decisões da caixa de assistência.

A cobrança será feita prioritariamente via boleto bancário e Pix Automático, podendo também ser descontada em folha mediante autorização presencial do titular em unidades da Cassems.

Enquanto a operadora sustenta que a medida é necessária para garantir equilíbrio financeiro e continuidade do atendimento, beneficiários prometem mobilização em todo o Estado para cobrar explicações e tentar barrar o impacto do reajuste.