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Grupo com atuação em MS é alvo de operação contra golpes milionários com invasões digitais

Organização investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal teria causado prejuízo de R$ 3,5 milhões após invadir conta gov.br de empresário.

14 MAI 2026 • POR do Idest, com informações do CGNews • 11h20
  (Divulgação PCDF)

Uma organização criminosa com integrantes em Mato Grosso do Sul foi alvo da Operação El Patrón, deflagrada na quarta-feira (13) pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), contra um esquema de golpes milionários envolvendo invasões digitais, uso de “laranjas” e lavagem de dinheiro.

Segundo a investigação, o grupo começou a ser monitorado em novembro de 2024 e teria causado prejuízo de R$ 3,5 milhões a uma única vítima.

Conta gov.br foi invadida

De acordo com a PCDF, os criminosos invadiram a conta gov.br da vítima e conseguiram transferir a titularidade de empresas para o nome de terceiros.

Entre os investigados está uma jovem de 22 anos, moradora de Foz do Iguaçu (PR), que teria recebido R$ 50 mil para emprestar seus dados ao esquema.

Embora o crime principal tenha ocorrido no Distrito Federal, a polícia identificou que a rede de lavagem de dinheiro e suporte logístico atuava em diferentes estados, incluindo Mato Grosso do Sul.

Operação cumpriu mandados em vários estados

A Operação El Patrón cumpriu mandados nos estados de São Paulo, Rondônia e Paraná. Conforme a investigação, a organização criminosa contava com pelo menos 12 integrantes espalhados por Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Rondônia e Rio Grande do Sul.

Até o momento, oito pessoas foram presas.

As autoridades locais deram apoio à Polícia Civil do Distrito Federal para localizar os alvos em território sul-mato-grossense.

Justiça determinou bloqueio de bens

Além das prisões, a Justiça autorizou o bloqueio de bens dos investigados, o congelamento de até R$ 3,5 milhões em contas bancárias e o sequestro de imóveis de luxo adquiridos, segundo a polícia, com dinheiro proveniente dos golpes.

O nome da operação faz referência ao líder da organização criminosa, apontado como responsável por coordenar o esquema de forma hierarquizada.

As investigações continuam para identificar possíveis novas vítimas, incluindo empresários da região que possam ter tido dados governamentais acessados de forma indevida.