Saúde
SES reforça cuidados contra hantavirose após investigação de caso suspeito
13 MAI 2026 • POR Glenda Melo • 11h24A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) emitiu um alerta reforçando as medidas de prevenção, vigilância e cuidados relacionados à hantavirose, doença transmitida principalmente pela inalação de partículas contaminadas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados.
Apesar de Mato Grosso do Sul não registrar casos confirmados da doença desde 2019, um caso suspeito está sendo investigado em Campo Grande. Segundo informações da SES, o paciente inicialmente recebeu atendimento com suspeita de leptospirose, mas exames complementares foram solicitados para descartar outras doenças com sintomas semelhantes, incluindo a hantavirose.
A doença é considerada grave e pode evoluir rapidamente. Os primeiros sintomas costumam ser parecidos com os de uma gripe forte, incluindo febre alta, dores musculares, cansaço intenso, dor abdominal, náuseas e vômitos. Em situações mais severas, a hantavirose pode atingir os pulmões e o sistema cardiovascular, provocando falta de ar e necessidade de atendimento médico urgente.
De acordo com especialistas, os maiores riscos de contaminação estão em ambientes fechados e pouco ventilados, como galpões, silos, depósitos, paiol e locais onde há presença de roedores. Trabalhadores rurais, pessoas que realizam limpeza desses espaços e moradores de áreas próximas à vegetação estão entre os grupos mais expostos.
A SES orienta a população de MS a adotar medidas preventivas simples, mas importantes, como evitar acúmulo de lixo e entulhos, manter alimentos armazenados em recipientes fechados e eliminar possíveis abrigos para ratos. Também é recomendado vedar frestas em casas e depósitos para impedir a entrada dos animais, no interior de MS nenhum caso foi registrado até o momento.
Outro cuidado essencial é durante a limpeza de locais fechados. A orientação é abrir portas e janelas e deixar o ambiente ventilando por pelo menos 30 minutos antes de iniciar a higienização. O uso de vassoura deve ser evitado, já que pode espalhar partículas contaminadas no ar. O ideal é utilizar pano úmido, água sanitária e, em situações de maior risco, equipamentos de proteção como luvas e máscaras.
A Secretaria destacou ainda que o Estado mantém monitoramento constante e protocolos de resposta rápida para doenças consideradas de impacto à saúde pública, buscando garantir atendimento adequado e identificação precoce de possíveis casos.
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