Queimadas
Período de proibição das queimadas começa em julho e acende alerta para risco de incêndios em Coxim
7 MAI 2026 • POR Glenda Melo • 10h21Com a aproximação do período de seca em Mato Grosso do Sul, autoridades ambientais reforçam o alerta para os riscos de incêndios florestais e queimadas irregulares. A partir do dia 1º de julho, entra em vigor o período proibitivo do uso do fogo em áreas rurais e de vegetação nativa, medida que seguirá até 30 de novembro.
A determinação vale para regiões inseridas nos biomas Pantanal, Cerrado e Amazônia, incluindo municípios do norte do Estado, como Coxim, onde o clima seco e as altas temperaturas costumam aumentar o perigo de propagação do fogo durante o segundo semestre do ano.
Durante esse período, ficam proibidas queimadas para limpeza de terrenos, manejo agrícola e renovação de pastagens, exceto em casos específicos autorizados pelos órgãos ambientais competentes. O objetivo é reduzir os focos de incêndio e evitar danos ambientais, econômicos e riscos à saúde da população.
Nos meses mais secos do ano, a combinação entre vegetação ressecada, baixa umidade do ar e ventos fortes favorece a rápida propagação das chamas. Em anos anteriores, incêndios de grandes proporções atingiram áreas do Pantanal sul-mato-grossense, provocando destruição da fauna, flora e prejuízos para produtores rurais.
Em Coxim e cidades vizinhas, o alerta também preocupa moradores da zona urbana, já que queimadas em terrenos baldios e áreas próximas às residências tendem a aumentar nesta época do ano. Além da fumaça prejudicar pessoas com problemas respiratórios, o fogo pode sair do controle e atingir propriedades, matas e rodovias.
As autoridades ambientais destacam que provocar queimadas sem autorização pode gerar multas e outras penalidades previstas em lei. A orientação é que a população denuncie incêndios criminosos e evite qualquer prática que possa provocar focos de fogo, principalmente durante os períodos de calor intenso e estiagem.
A expectativa é de que o inverno deste ano seja marcado por pouca chuva e longos períodos de tempo seco em Mato Grosso do Sul, cenário que deve exigir ainda mais atenção da população e dos órgãos de fiscalização para evitar novos incêndios ambientais.
