MPMS investiga descarte irregular de embalagens de agrotóxicos em fazenda de Paraíso das Águas
Fiscalização identificou armazenamento inadequado de defensivos agrícolas e indícios de contaminação do solo.
6 MAI 2026 • POR do Idest, JWC • 16h15O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um inquérito civil para apurar irregularidades ambientais em uma propriedade rural localizada em Paraíso das Águas. A investigação envolve o descarte e armazenamento inadequado de embalagens de agrotóxicos, além de possíveis danos ao solo e risco de contaminação ambiental.
A apuração é conduzida pela 2ª Promotoria de Justiça de Chapadão do Sul e tem como base uma fiscalização realizada em janeiro de 2026 pela Polícia Militar Ambiental (PMA) e pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul).
Embalagens foram encontradas a céu aberto
Durante a vistoria, os órgãos ambientais localizaram embalagens vazias de defensivos agrícolas descartadas a céu aberto, sem a realização da tríplice lavagem exigida pela legislação.
Também foram encontrados recipientes com produtos armazenados em locais considerados inadequados, como oficinas e garagens, com acesso livre de pessoas e animais.
Segundo o relatório da fiscalização, as condições verificadas representam riscos ambientais e à saúde pública.
Indícios de contaminação do solo
A fiscalização também identificou irregularidades no sistema de abastecimento de máquinas agrícolas.
Conforme os órgãos ambientais, o óleo diesel era utilizado em área sem estrutura apropriada, sem piso impermeabilizado e sem sistemas adequados de contenção.
Ainda de acordo com os fiscais, foram constatados indícios de vazamento e infiltração no solo, o que pode provocar contaminação do lençol freático.
Multas somam R$ 20 mil
Diante das infrações constatadas, foram aplicadas multas que totalizam R$ 20 mil.
Além das penalidades administrativas, houve paralisação das atividades relacionadas ao uso e armazenamento de agrotóxicos até que as irregularidades sejam corrigidas.
Com base nas informações levantadas, o MPMS instaurou o inquérito civil para apurar a responsabilidade pelos danos ambientais e avaliar as medidas cabíveis, incluindo eventual celebração de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ou ajuizamento de ação civil pública.
MPMS pede investigação criminal
O Ministério Público também requisitou a instauração de inquérito policial para apurar possíveis crimes ambientais relacionados à destinação irregular de resíduos perigosos e à poluição do solo.
O responsável pela propriedade foi notificado para prestar esclarecimentos e apresentar comprovação da regularização das atividades, incluindo a destinação adequada das embalagens e adequação das estruturas utilizadas.
O MPMS informou ainda que existe possibilidade de solução consensual, desde que haja correção das irregularidades apontadas durante a fiscalização.
