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Saúde

Meningite registra mortes em MS em 2026 e autoridades reforçam importância da vacinação

5 MAI 2026 • POR Glenda Melo • 17h28
  Foto: Reprodução

Mato Grosso do Sul voltou a acender o alerta para os casos de meningite em 2026. Dados da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul apontam que a doença já provocou seis mortes no estado neste ano, apesar de o cenário ser considerado dentro do padrão esperado pelas autoridades de saúde.

A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal e pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou até parasitas. Em algumas situações, a evolução é rápida e pode levar a complicações graves, incluindo óbito, especialmente nos casos bacterianos.

O monitoramento da doença mostra uma leve tendência de queda nos registros nos últimos anos. Em 2022, foram 134 casos confirmados. Em 2023, o número ficou em 132, seguido por 131 em 2024 e 115 em 2025.

Em 2026, até a 15ª semana epidemiológica, já são 22 casos confirmados e seis mortes no estado.

Entre os óbitos registrados neste ano, a maioria está associada à meningite bacteriana, considerada uma das formas mais graves da doença. Também há registros relacionados a outras causas, como infecções por pneumococo e fungos, além de casos sem especificação do agente.

Especialistas reforçam que a forma mais eficaz de prevenção continua sendo a vacinação, disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. O calendário inclui doses importantes desde os primeiros meses de vida até a adolescência.

Entre as vacinas ofertadas estão a BCG, aplicada ao nascer, além das doses pentavalente, pneumocócica e meningocócica, que protegem contra os principais agentes causadores da doença.

A meningite pode ser transmitida por meio de secreções respiratórias, como saliva, tosse e espirro, o que facilita a disseminação em ambientes fechados ou com grande circulação de pessoas.

Diante disso, além da vacinação, medidas simples como evitar compartilhamento de objetos pessoais e manter cuidados com a higiene ajudam a reduzir os riscos de contágio.

Mesmo com o cenário considerado controlado, as autoridades de saúde destacam a importância de manter a atenção e, principalmente, a carteira de vacinação atualizada para evitar casos graves da doença.