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Saúde

Chikungunya avança em Mato Grosso do Sul e 2026 já se aproxima do pior cenário da história

5 MAI 2026 • POR Glenda Melo • 09h45
  Foto: Reprodução

Mato Grosso do Sul encerrou o mês de abril com um dado preocupante: 14 mortes confirmadas por chikungunya e outras duas ainda em investigação, segundo o mais recente boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Os números acendem um alerta porque, em apenas quatro meses, o Estado já se aproxima do pior índice da série histórica. O recorde anual foi registrado em 2025, quando houve 17 óbitos ao longo de 12 meses marca que pode ser superada ainda antes do fim de 2026, caso o ritmo atual se mantenha.

Entre os municípios, Dourados concentra a situação mais crítica, somando nove mortes, o que representa a maior parte dos registros no Estado até agora.

O boletim também aponta que a vítima mais recente é um homem de 28 anos, morador de Dourados, evidenciando que a doença não atinge apenas grupos considerados de risco e pode evoluir de forma grave.

A chikungunya, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti o mesmo vetor da dengue, preocupa autoridades de saúde pelo avanço rápido e pelo potencial de complicações, especialmente quando não há controle efetivo da proliferação do inseto.

Com ainda cerca de sete meses até o fim do ano, o crescimento no número de mortes reforça a necessidade de intensificar ações de combate ao mosquito, além de conscientizar a população sobre medidas preventivas.

Entre os principais cuidados estão:

Eliminar água parada em recipientes

Manter caixas d’água fechadas

Limpar calhas e quintais

Evitar o acúmulo de lixo

A SES segue monitorando os casos e reforça que o enfrentamento da doença depende tanto de ações do poder público quanto da colaboração da população.

O avanço da chikungunya em 2026 já coloca Mato Grosso do Sul em estado de alerta, com um cenário que pode se tornar o mais grave desde o início dos registros oficiais da doença, em 2015.