Luto no basquete
As quadras em silêncio com a morte de Oscar Schmidt, eterno símbolo do basquete brasileiro
18 ABR 2026 • POR Glenda Melo • 10h02O basquete brasileiro está de luto. Morreu ontem, aos 68 anos, Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do esporte mundial. A informação foi confirmada pela família após o ex-jogador passar mal em casa, em Santana de Parnaíba (SP).
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar não foi apenas um atleta foi um fenômeno que atravessou gerações e transformou o basquete em paixão nacional. Sua morte encerra um capítulo grandioso do esporte, mas deixa um legado impossível de ser apagado.
O ex-jogador enfrentava, há mais de uma década, uma batalha contra um tumor cerebral. Ao longo desse período, demonstrou a mesma força que marcou sua trajetória nas quadras: coragem, disciplina e uma impressionante vontade de viver. Mesmo diante das dificuldades, manteve-se ativo, inspirando fãs dentro e fora do esporte.
A história de Oscar com o basquete começou cedo e rapidamente ganhou proporções gigantes. Ainda jovem, já demonstrava talento acima da média. Com o passar dos anos, construiu uma carreira brilhante no Brasil e no exterior, tornando-se o maior pontuador da história do basquete, com impressionantes 49.737 pontos.
Pela Seleção Brasileira, escreveu alguns dos capítulos mais inesquecíveis do esporte nacional. Disputou cinco Olimpíadas e se consagrou como o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos marca que permanece como símbolo de sua genialidade.
Entre seus feitos mais emblemáticos está a histórica vitória do Brasil sobre os Estados Unidos nos Jogos Pan-Americanos de 1987, um resultado que chocou o mundo e elevou o nome do país ao topo do basquete internacional.
Oscar também teve passagens marcantes por grandes clubes, incluindo Flamengo e Palmeiras, onde consolidou sua idolatria. Fora das quadras, era conhecido pela personalidade forte, carisma e pelo jeito direto de falar características que o tornaram ainda mais próximo do público.
Ele se despediu do basquete profissional em 2003, aos 45 anos, encerrando uma carreira de três décadas que redefiniu os padrões do esporte.
A família informou que a despedida será restrita a parentes e amigos próximos, respeitando o desejo por um momento íntimo. Em nota, destacou a importância de Oscar não apenas como atleta, mas como ser humano, ressaltando sua generosidade e capacidade de inspirar.
A morte de Oscar Schmidt representa mais do que a perda de um ídolo é a despedida de um símbolo nacional. Um jogador que não apenas fez história, mas mudou a forma como o Brasil enxerga o basquete.
Seu nome permanece eterno. Seu legado, inesquecível.
