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Saúde

Mato Grosso do Sul concentra maioria das mortes por chikungunya no país

17 ABR 2026 • POR Glenda Melo • 14h25
  Foto: Reprodução

O avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul tem preocupado autoridades de saúde diante do aumento expressivo de mortes registradas neste ano. Dados atualizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) apontam que o Estado já soma 12 óbitos pela doença, número que representa a maior parte das mortes contabilizadas em todo o Brasil em 2026.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, o país registra, até o momento, 19 mortes por chikungunya. Com isso, Mato Grosso do Sul concentra cerca de 63% dos óbitos nacionais, evidenciando um cenário de maior gravidade em relação a outras regiões.

Outro fator que chama a atenção é a rapidez com que os casos evoluíram neste ano. O total de 12 mortes foi atingido ainda no início do ciclo epidemiológico, cerca de três meses antes do período historicamente considerado mais crítico para a doença. Esse adiantamento acende um sinal de alerta para a possibilidade de agravamento ao longo dos próximos meses.

Além da antecipação dos óbitos, os dados também indicam aumento na letalidade da doença. Em 2025, o Estado registrou o mesmo número de mortes 12 ao todo, porém dentro de um universo maior de casos confirmados, que chegou a 5.428. Já em 2026, o mesmo número de óbitos ocorre em um cenário com apenas 2.639 confirmações, o que demonstra maior proporção de casos fatais.

Diante desse quadro, autoridades reforçam a importância das medidas de prevenção, especialmente o combate ao mosquito transmissor, o Aedes aegypti, além da busca por atendimento médico ao surgimento dos primeiros sintomas. O monitoramento segue intensificado no Estado, com o objetivo de conter o avanço da doença e reduzir o número de casos graves.