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Arquiteta morre após cair de caminhonete em movimento na BR-163 e caso é investigado

Caso passou a ser investigado pela Polícia Civil diante de indícios que levantaram suspeita de possível crime.

14 ABR 2026 • POR do Idest, JWC • 14h39
  divulgação

A arquiteta Ely da Silva Quevedo, de 53 anos, morreu na manhã desta segunda-feira (13) após cair de uma caminhonete em movimento no km 482 da BR-163, em Campo Grande. O caso, inicialmente tratado como acidente de trânsito, passou a ser investigado pela Polícia Civil diante de indícios que levantaram suspeita de possível crime.

Circunstâncias da ocorrência

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a vítima foi atropelada pelo próprio veículo, que era conduzido pelo ex-marido.

Conforme os primeiros levantamentos, Ely estava na caminhonete com o ex-companheiro — com quem passava por um processo de separação — quando teria caído do veículo em movimento, sendo atingida pela roda traseira.

A delegada adjunta da 1ª Deam, Analu Lacerda Ferraz, destacou que a investigação segue com rigor técnico e análise de todos os elementos.

Versão do ex-companheiro

O ex-marido da vítima relatou à Polícia Civil que Ely teria se jogado do veículo em movimento. Ele também afirmou que o casal estava em processo de separação.

O homem foi conduzido à Deam, onde prestou depoimento.

Diligências e perícia

A Polícia Civil realiza diligências para esclarecer a dinâmica dos fatos e busca imagens de câmeras de segurança de empresas próximas ao local.

Segundo a investigação, serão analisados laudos periciais, exames necroscópicos e demais elementos coletados para confrontar as versões apresentadas.

Atendimento no local

De acordo com a concessionária Motiva Pantanal, responsável pelo trecho da rodovia, a vítima chegou a ser atendida por equipes de resgate, mas morreu ainda no local.

Investigação com perspectiva de gênero

A Polícia Civil informou que o caso é investigado com perspectiva de gênero, procedimento adotado em todas as mortes de mulheres no Estado, para evitar a naturalização da violência e garantir apuração completa de possíveis indícios de feminicídio.

A corporação reforçou o compromisso com uma investigação técnica, isenta e transparente para o esclarecimento dos fatos.