FEMINICÍDIO
Vera Lúcia: 10º feminicídio é registrado em MS
13 ABR 2026 • POR Glenda Melo • 10h47
A violência contra a mulher volta a manchar de dor o mapa de Mato Grosso do Sul. Na noite de ontem, domingo (12), Vera Lúcia da Silva, de 41 anos, teve a vida interrompida dentro da própria casa pelo ex-companheiro, em mais um crime que revolta e levanta questionamentos urgentes sobre a proteção às mulheres, mais uma; mãe, filha, irmã, amiga foi morta por um covarde.
De acordo com as informações, o autor, Valdecir Caetano dos Santos, foi até a residência da vítima e efetuou disparos de arma de fogo. Vera morreu ainda no local. Em seguida, ele tirou a própria vida.
O cenário é ainda mais devastador porque tudo aconteceu diante da filha do casal, uma criança de apenas 9 anos. Uma realidade cruel que evidencia o impacto profundo da violência doméstica, que ultrapassa vítimas diretas e atinge famílias inteiras.
Mesmo separados há cerca de oito anos, o histórico entre os dois era marcado por conflitos. Há registros anteriores de violência doméstica e a vítima já havia solicitado medidas protetivas. Ainda assim, o crime aconteceu e reacende o debate sobre a eficácia dos mecanismos de proteção, agora vamos lá, vocês imaginam o que essa mulher passou mesmo separada nos últimos 8 anos? O inferno que ela viveu com esse
A ocorrência foi atendida pela Polícia Civil, que segue investigando o caso.
Mas o que mais revolta é que essa não é uma história isolada.
Aqui em Coxim, o feminicídio de Nilza de Almeida Lima, registrado em fevereiro, ainda está vivo na memória da população. Nilza foi a 3ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul em 2026, um número que já alertava para a escalada da violência no estado.
Agora, com a morte de Vera Lúcia, o estado chega ao 10º feminicídio neste ano, consolidando um cenário alarmante e que exige respostas urgentes.
As cidades mudam, os nomes mudam, mas o padrão se repete: relações marcadas por violência, pedidos de socorro que nem sempre são suficientes e vidas interrompidas de forma brutal.
Cada número carrega uma história. Cada caso deixa um rastro de dor.
A violência contra a mulher é crime e precisa ser denunciada. O canal 180 funciona 24 horas por dia, além do 190 em situações de emergência.
Diante de mais essa tragédia, a pergunta segue ecoando com força: até quando? Nós não aguentamos mais!!!!
