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Saúde

Anvisa barra novos medicamentos para emagrecimento e mantém mercado restrito no Brasil

13 ABR 2026 • POR Glenda Melo • 10h00
  Foto: Reprodução

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu negar o registro de novos medicamentos à base de substâncias amplamente utilizadas no tratamento do diabetes e na perda de peso. A medida, publicada na manhã de hoje, segunda-feira (13) no Diário Oficial da União, interrompe a entrada de alternativas que poderiam ampliar a oferta dessas chamadas “canetas emagrecedoras” no país.

As canetas emagrecedoras virarem uma febre no Brasil em 2025, aqui em Coxim mesmo essa realidade não é diferente, difícil encontrar uma pessoa que não esteja fazendo uso ou que já fez, mas na maioria dos casos a busca é para perder peso, mas hoje logo pela manhã novos registros de novos medicamentos foram negados pela ANVISA.

Entre os pedidos rejeitados estão duas versões de liraglutida, desenvolvidas pela Cipla, e um medicamento à base de semaglutida da Dr. Reddy’s. Os produtos ainda estavam em fase de análise e buscavam autorização para serem comercializados no mercado brasileiro.

Segundo a agência reguladora, os pedidos foram apresentados por meio do modelo conhecido como “desenvolvimento abreviado”. Esse tipo de processo permite que empresas utilizem dados já existentes de medicamentos de referência, mas não dispensa a necessidade de comprovar, com estudos próprios, a eficácia, a qualidade e a segurança dos produtos.

Na avaliação da Anvisa, os dados apresentados não foram suficientes para garantir esses critérios, o que resultou no indeferimento das solicitações. Como consequência, os medicamentos não poderão ser vendidos no Brasil neste momento.

A decisão impacta diretamente o mercado de tratamentos para diabetes e emagrecimento, especialmente em um cenário de alta procura por essas terapias. Com a negativa, a entrada de novos concorrentes fica adiada, mantendo a oferta limitada e os preços elevados no curto prazo.

Atualmente, medicamentos à base de semaglutida, como Ozempic e Wegovy, seguem entre os mais procurados, impulsionando um mercado em expansão no país.

A decisão também ocorre em um momento estratégico para o setor farmacêutico, com o fim do período de exclusividade de patentes da semaglutida, o que abriu espaço para que outras empresas tentassem ingressar nesse segmento. Apesar disso, a liberação de novos produtos continuará dependendo do cumprimento rigoroso das exigências técnicas e sanitárias estabelecidas pela Anvisa.