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Abril laranja

Abril Laranja: um mês para lembrar que os animais também sentem dor, medo e amor

2 ABR 2026 • POR Glenda Melo • 11h38
  Foto: Reprodução

Abril chega trazendo um convite silencioso, mas urgente: olhar com mais atenção para aqueles que não têm voz, mas sentem e muito. É o abril Laranja, mês dedicado à conscientização e ao combate aos maus-tratos contra animais.

Em cada olhar de um animal abandonado, em cada corpo marcado pela negligência, existe uma história que quase nunca é contada. Histórias de dor, de fome, de medo. Mas também histórias que podem ser transformadas quando alguém decide agir.

Os animais dependem do cuidado humano. Eles não escolhem onde nascer, nem quem vai cuidar deles. Por isso, quando são vítimas de abandono ou violência, não é apenas o corpo que sofre é a confiança que se quebra.

Abril Laranja surge para lembrar algo simples, mas muitas vezes esquecido: animais sentem frio, sentem fome, sentem medo e também sentem amor.

Infelizmente, ainda são comuns situações de abandono, agressões, falta de alimento, ausência de cuidados básicos e animais vivendo em condições precárias. Atitudes que, além de cruéis, são crimes.

Mas combater isso começa com a conscientização.

Não fechar os olhos.
Não fingir que não viu.
Não se calar.

Cuidar de um animal vai muito além de oferecer comida. É garantir dignidade, proteção e carinho. É entender que eles também fazem parte da família, que também precisam de atenção, cuidado e respeito.

Adotar com responsabilidade, oferecer abrigo, disponibilizar água limpa nos dias quentes, proteger do frio são atitudes simples, mas que fazem toda a diferença.

A forma como tratamos os animais diz muito sobre quem somos. Uma sociedade que protege os mais vulneráveis humanos ou não é uma sociedade mais justa, mais consciente e mais humana.

Neste abril Laranja, o convite é claro: sentir mais, ignorar menos.

Que cada pessoa possa ser a diferença na vida de um animal. Porque, para eles, um gesto de cuidado pode significar tudo.

E, às vezes, salvar um animal é também resgatar um pouco da nossa própria humanidade.