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Eleições 2026

Eleições 2026:dezenas de milhares de eleitores ainda estão com o título irregular

29 MAR 2026 • POR Glenda Melo • 10h31
  Foto: Reprodução

Com a proximidade das eleições de 2026, um cenário preocupante chama a atenção em Mato Grosso do Sul: dezenas de milhares de eleitores ainda estão com o título irregular e correm o risco real de não participar de um dos momentos mais importantes da democracia.

Levantamento do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul aponta que mais de 79 mil sul-mato-grossenses enfrentam pendências junto à Justiça Eleitoral.

O ponto mais crítico é o prazo: os eleitores têm até o dia 6 de maio para regularizar a situação. Depois disso, o cadastro eleitoral será automaticamente fechado, conforme determina a legislação eleitoral brasileira, impedindo qualquer alteração até o fim do processo eleitoral. Ou seja, quem perder esse prazo ficará impossibilitado de votar nas eleições de outubro.

Na prática, restam poucas semanas para resolver pendências como transferência de domicílio eleitoral, atualização de dados cadastrais, emissão do primeiro título, revisão eleitoral e cadastramento biométrico. A recomendação das autoridades é clara: não deixar para a última hora, evitando filas e possíveis contratempos.

Atualmente, Mato Grosso do Sul possui cerca de 1,9 milhão de eleitores. A maioria já conta com biometria cadastrada, mas ainda há centenas de milhares de pessoas que precisam atualizar seus dados um fator que pode impactar diretamente na organização e segurança do processo eleitoral.

Entre os principais motivos que levam à irregularidade do título estão a ausência nas urnas sem justificativa por três eleições consecutivas, o não comparecimento a revisões obrigatórias e a falta de pagamento de multas eleitorais. Em muitos casos, o eleitor só descobre que está irregular quando precisa do documento para alguma finalidade, o que pode gerar transtornos de última hora.

Estar com o título irregular pode impedir o cidadão de tirar documentos como passaporte e carteira de identidade, assumir cargos públicos, participar de concursos, renovar matrícula em instituições públicas de ensino, receber salários vinculados ao serviço público e até obter certidões essenciais para diversas atividades da vida civil.

A regularização é simples e pode ser feita presencialmente nos cartórios eleitorais. Basta apresentar um documento oficial com foto e, se possível, comprovantes relacionados à situação eleitoral, como justificativas de ausência ou comprovantes de votação. No interior, o atendimento ocorre nos cartórios das próprias cidades, facilitando o acesso da população.

Outro ponto importante é que o eleitor não precisa necessariamente do título físico para votar. Em caso de perda ou extravio, é possível utilizar apenas um documento oficial com foto no dia da eleição. Além disso, o aplicativo e-Título surge como uma alternativa prática, permitindo o acesso digital ao documento diretamente pelo celular.

As eleições de 2026, marcadas para os dias 4 de outubro (primeiro turno) e 25 de outubro (segundo turno), irão definir cargos estratégicos para o futuro do país, como presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Trata-se de um momento decisivo, em que cada voto tem peso direto nos rumos políticos, econômicos e sociais do Brasil.

Diante desse cenário, a mensagem é direta: regularizar o título eleitoral não é apenas uma obrigação legal, mas um ato de cidadania.

Mais do que evitar restrições, estar em dia com a Justiça Eleitoral é garantir o direito de participar das decisões que impactam o presente e moldam o futuro.

O tempo está correndo e quem deixar para depois pode acabar sem voz nas urnas.