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Feminicídio

Outra mulher morta: crime brutal expõe machismo que ainda mata dentro de casa

23 MAR 2026 • POR Glenda Melo • 16h16
  Foto: Reprodução

Eu sei, vocês estão cansados (as) de ler sobre esse assunto, e eu cansada de toda semana escrever, mas é inadmissível calar e achar normal o extermínio de mulheres que está acontecendo no Brasil. O assassinato da comandante da Guarda Municipal, Dayse Barbosa, de 37 anos, na madrugada desta segunda-feira (23), em Vitória, não é apenas mais um crime é o retrato cruel de uma realidade que insiste em se repetir: a violência contra a mulher, muitas vezes alimentada por uma cultura machista ainda presente na sociedade.

Dayse foi morta dentro da própria casa, espaço que deveria representar segurança. O autor foi o companheiro, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza. Após o crime, ele também morreu.

O caso causa indignação profunda não só pela brutalidade, mas pelo simbolismo: nem mesmo uma mulher em posição de comando na segurança pública conseguiu escapar de uma violência que nasce, muitas vezes, dentro de relações marcadas por controle, posse e desigualdade.

A tragédia deixa uma criança de 8 anos sem a mãe e escancara uma pergunta que ecoa com força: até quando mulheres continuarão perdendo a vida por causa da violência dentro de casa?

O episódio reacende o debate sobre o machismo estrutural, que ainda naturaliza comportamentos abusivos e, em muitos casos, evolui para agressões e crimes extremos.

Essa realidade não está distante. Em Coxim, cresce a preocupação com o aumento de casos de violência contra mulheres. Registros de agressões têm se tornado mais frequentes, acendendo um alerta para autoridades e para toda a sociedade, e não se enganem viu queridos leitores, Coxim aumenta significativamente o número de mulheres que buscam ajuda, e advinha quem são os agressores e assassinos? BINGO!!! Eles mesmos, os machos alfas, provedores, o macho da relação. Lembra que no começo da matéria eu usei a palavra extermínio? Não é exagero, o que está acontecendo em todos os estados do Brasil é um extermínio de mulheres, se você discordar de mim está tudo certo, é um direito seu, mas os números não mentem, pelo contrário escancaram uma verdade assustadora e falhas, muitas falhas.

Especialistas apontam que muitos desses casos começam com sinais ignorados controle, ciúmes excessivos, ameaças e evoluem para agressões físicas e, em situações mais graves, para mortes.

Cada novo caso não pode ser tratado como estatística. É um alerta. É um grito. É uma vida interrompida.

A morte de Dayse não pode ser vista como um episódio isolado, mas como parte de um problema maior, que exige debate, denúncia e ação.

Enquanto o machismo continuar sendo tolerado, histórias como essa continuarão se repetindo dentro de casas, diante de famílias, deixando marcas que jamais serão apagadas. Contem comigo em quantos dias eu volto com outra mulher, mas ela não era só mais um número, ela era o amor na vida de muitas pessoas.