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Homem confessa ter matado a tia após discussão com golpes de panela e serra de corte

Segundo a Polícia Civil, Maurício da Silva, de 21 anos, confessou ter matado Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, com golpes na cabeça após discussão.

23 MAR 2026 • POR do Idest, com informações do CGNew • 15h47
  (Reprodução CGNews)

Maurício da Silva, de 21 anos, foi preso em flagrante na manhã desta segunda-feira (23) em Selvíria, suspeito de matar a tia, Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos; a Polícia Civil apura o caso como feminicídio, o 8º registrado no Estado em 2026.

Suspeito foi localizado no Córrego Arroz Doce

De acordo com a Polícia Militar (PM), o suspeito foi encontrado a poucos metros do local do crime, dentro do Córrego Arroz Doce, tentando se lavar e retirar sangue do próprio corpo. Ele foi encaminhado à delegacia.

Testemunhas acionaram a PM após verem o homem, conhecido como “Maurição”, sujo de sangue em um posto de combustível. No local, os policiais foram informados de que ele havia fugido em direção ao córrego, às margens da MS-444, onde foi localizado.

Casa tinha marcas de sangue e ferramentas sujas

Conforme apurado, o crime ocorreu na Rua Antônio Luís de Brito, na região da Cohab. Os policiais encontraram a residência com grande quantidade de sangue e diversas ferramentas de corte sujas, possivelmente usadas no ataque.

A Polícia Civil e a equipe de perícia estiveram no local para apurar as circunstâncias do crime. No quarto da vítima, foi encontrada uma espingarda sem munição e sem marca aparente.

Relato apontou discussão e agressão

Segundo a Polícia Civil (PC), Maurício inicialmente negou o crime, mas horas depois confessou na delegacia. Ele afirmou estar sob efeito de drogas, ter ido à casa da tia durante a madrugada e que houve discussão por motivos fúteis.

À polícia, o suspeito disse que a vítima teria pegado uma faca e que ele a atingiu na cabeça com uma panela, além de uma ferramenta elétrica de corte. Um vizinho relatou que por volta das 4h30 ouviu barulhos de batidas e ruídos de móveis e objetos caindo vindos da casa.

Investigação considera vínculo familiar

O caso é tratado como feminicídio porque, conforme a Lei do Feminicídio, a tipificação envolve violência contra a mulher no contexto doméstico ou familiar. Como autor e vítima são parentes, a investigação considera o vínculo familiar como um dos elementos para a classificação.

Fátima Aparecida da Silva era natural de Ilha Solteira.