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Corpo de Bombeiros de Coxim lamenta a morte do cão farejador Chefão

Animal da raça Bloodhound, que completou 5 anos em fevereiro, era certificado nacionalmente em buscas por desaparecidos; corporação destaca legado e dedicação

23 MAR 2026 • POR Por: Vanessa Ferreira - MSEMFOCO • 11h32
  Bombeiros de Coxim

O Corpo de Bombeiros Militar de Coxim comunicou, com profundo pesar, o falecimento do cão farejador Chefão, que se destacava nas operações de busca por pessoas desaparecidas e era motivo de orgulho para a corporação.

Chefão, da raça Bloodhound, completou 5 anos no mês de fevereiro e já possuía certificação nacional, obtida em julho de 2025 pelo GBR Brasil (Grupamento Voluntário de Busca e Resgate com Cães), na modalidade de mantrailing — técnica especializada na localização de pessoas por meio do rastreamento de odores específicos. O animal ainda participaria, no início deste mês, de uma nova certificação nacional junto ao Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), em Brasília.

O método de mantrailing consiste no trabalho do cão a partir de um odor de referência individual — como uma peça de roupa ou objeto da pessoa desaparecida — permitindo que o animal siga o rastro deixado no ambiente, mesmo em locais urbanos ou com grande circulação de pessoas. Essa técnica é considerada altamente eficaz, pois o cão é capaz de diferenciar o odor humano específico em meio a diversos outros, auxiliando significativamente nas operações de busca e aumentando as chances de localização com vida — característica especialmente marcante em cães da raça Bloodhound, reconhecida mundialmente pela sua excepcional capacidade olfativa.

Reconhecido pelo alto nível de disciplina, obediência e desempenho, Chefão integrava a equipe de cinotecnia e era considerado um importante reforço nas missões de busca e salvamento, contribuindo diretamente para o fortalecimento da capacidade operacional da unidade.

De acordo com a capitã Rayanne Brum, o animal enfrentava um quadro de insuficiência renal aguda. “Quando apresentou os primeiros sintomas, o rim já estava muito comprometido. Tentamos por quase um mês reverter, mas não houve resposta ao tratamento”, explicou.

Ainda segundo a capitã, com o agravamento do quadro, o organismo passou a acumular toxinas, afetando outros órgãos. “Com o rim não filtrando o sangue, as toxinas foram aumentando e prejudicando todo o corpo”, detalhou.

A perda causou forte comoção entre os militares. “Toda a corporação está arrasada”, lamentou Rayanne.

O Corpo de Bombeiros Militar de Coxim manifesta, ainda, seus mais sinceros sentimentos ao sargento Monteiro, condutor do cão, e a toda a equipe do canil do 9º Grupamento de Bombeiros Militar, reconhecendo a dedicação, o vínculo e o trabalho desempenhado com excelência.

Mais do que um cão de trabalho, Chefão era um verdadeiro parceiro de missão, símbolo de dedicação, lealdade e do compromisso do Corpo de Bombeiros Militar com a preservação da vida. Seu legado permanece na memória da tropa e no exemplo de serviço prestado à sociedade.

Chefão, sempre atento e pronto para a missão, deixa um legado de dedicação, lealdade e serviço à vida. Sua trajetória jamais será esquecida pelo Corpo de Bombeiros e por todos que acompanharam seu trabalho. Divulgação: Corpo de Bombeiros de Coxim.