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Sem-terra liberam BR-163 após 6 horas de bloqueio e promessa de vinda do presidente do Incra

Grupo com cerca de 200 pessoas usou galhos queimados para interromper o tráfego e afirma haver 19 mil famílias na fila por assentamento.

20 MAR 2026 • POR do Idest, com informações do CGNews • 14h23
  (Juliano Almeida/CGNews)

Manifestantes sem-terra liberaram a BR-163, em Campo Grande, após cerca de seis horas de bloqueio, depois de receberem a garantia da vinda do presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), César Fernando Schiavon Aldrigh, para tratar das reivindicações do grupo, na manhã desta sexta-feira (20).

Bloqueio começou na madrugada

O protesto reuniu aproximadamente 200 pessoas e ocorreu entre os quilômetros 463 e 466, no sentido sul, perto do Posto Locatelli. Os manifestantes usaram galhos queimados para impedir a passagem de veículos.

Segundo o relato do grupo, o bloqueio provocou congestionamento de cerca de 5 quilômetros no sentido norte e 2 quilômetros no sentido sul. Um desvio era utilizado próximo à MS-040.

Liberação foi anunciada às 9h10

A decisão de liberar a rodovia foi anunciada às 9h10 pela representante dos manifestantes, Solange Clementino, de 52 anos. “Vamos liberar a pista porque avançou a nossa pauta”, afirmou.

Após o anúncio, os sem-terra começaram a retirar os maiores galhos colocados na pista.

Reivindicações incluem recursos e agilidade na reforma agrária

A manifestação, liderada por uma comissão de mulheres, cobra agilidade na reforma agrária e recursos de R$ 2 bilhões para aquisição de terras em Mato Grosso do Sul.

Os manifestantes afirmam que há 19 mil famílias aguardando assentamento e que não há ações efetivas há 12 anos.

Concessionária foi ao local para limpeza

Um caminhão da Motiva, concessionária que administra a rodovia, foi ao local com funcionários para retirar os galhos e usar água para esfriar a rodovia.

(Foto: Juliano Almeida/CGNews)

Protestos ocorrem desde segunda-feira

De acordo com o texto, os sem-terra se manifestam desde segunda-feira contra a morosidade da reforma agrária no Estado e também pedem recursos para aquisição de terras.

O grupo não contabiliza a criação, em agosto de 2025, do assentamento União e Reconstrução, em Cassilândia, descrito como a área mais nova de assentamento a ser implantada, em um imóvel de 718,7 hectares.