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Saúde da Mulher

Mulheres adultas em MS pagam até R$ 3 mil para se proteger contra o HPV

9 MAR 2026 • POR Glenda Melo • 09h34
  Foto: Reprodução

A prevenção contra o câncer do colo do útero uma das doenças que mais atingem mulheres jovens no Brasil ainda não é realidade para todas. Em Mato Grosso do Sul, muitas mulheres adultas precisam recorrer à rede privada e desembolsar até R$ 3 mil para receber a vacina contra o HPV, principal forma de prevenção contra o vírus responsável pela maioria dos casos da doença.

Embora o imunizante esteja disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde desde 2014, a campanha pública foi direcionada prioritariamente a meninas e meninos entre 9 e 14 anos. Com isso, mulheres que já haviam ultrapassado essa faixa etária quando a vacina passou a fazer parte do calendário nacional ficaram de fora da imunização gratuita.

Hoje, quem deseja se proteger após a adolescência precisa buscar clínicas particulares. Nessas unidades, o esquema vacinal costuma exigir três doses, o que eleva o custo total para valores que podem chegar a cerca de R$ 3 mil um investimento alto para muitas brasileiras, mas considerado importante por especialistas para reduzir os riscos de infecção pelo vírus.

O HPV (Papilomavírus Humano) é extremamente comum e pode ser transmitido principalmente por contato sexual. Em alguns casos, a infecção pode evoluir para lesões que, se não tratadas, podem resultar em câncer do colo do útero ao longo dos anos.

Mesmo para mulheres que já iniciaram a vida sexual, a vacinação ainda é recomendada, pois o imunizante protege contra diferentes tipos do vírus, inclusive os mais associados ao desenvolvimento de câncer.

Além da vacina, médicos reforçam que a prevenção também passa por exames periódicos, como o Papanicolau, responsável por identificar alterações precoces no colo do útero e permitir tratamento antes que a doença evolua.

Diante da realidade de quem ficou fora da faixa etária contemplada pelo SUS, cresce o debate entre especialistas e entidades de saúde sobre a ampliação do acesso à vacina para outras idades, garantindo que mais mulheres possam se proteger sem precisar arcar com altos custos.